quinta-feira, 10 de junho de 2010

Evento - Linguística de Corpus

Informação enviada pela professora Ciça Lopes.

O IX Encontro de Linguística de Corpus acontecerá na Faculdade de Letras da PUCRS, Porto Alegre, RS, de 8 a 9 de outubro de 2010. Ele será antecedido pela IV Escola Brasileira de Linguística Computacional, que terá lugar de 6 a 7 de outubro, no mesmo local.

Mais informações:
http://corpuslg.org/gelc/elc2010.php

Feedback to students

This activity was sent by my colleague Cinthia Mancini and it can be used as a warm-up or follow-up activity.

Divide students in groups and ask them to discuss these questions:

1) What does feedback mean?

2) How often do you receive feedback in your job?

3) Do you think that feedback is important? Why?

4) Have you received feedback in your English course this semester? When?

5) Can you identify feedback moments during the class?

After the discussion, the students share their opinions with the whole class, and the teacher can indicate some moments in the class when feedback occurs, even if it's not a "feedback session", such as:

- when the teacher calls the students in the end of the class to say that they need to attend "Plantão".

- when the teacher asks why they were absent and show them the activities the group had.

- when the teacher writes the sentences the students said on the board and they have to correct.
- when the teacher motivates the students not to give up the course.

- when the teacher suggests extra activities.

- when the teacher asks the students to stop speaking Portuguese.

terça-feira, 8 de junho de 2010

New pictures


New pictures from my last trip in my other blog - vanessaprata.blogspot.com. Check them out!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Video - The secretary who speaks 7 languages

I believe most of you have already seen this video, but I think it's very funny (although based on stereotypes).

Conto - Angústia

Tive que escrever um conto para a Pós baseado em algum fato real ou fictício e escolhi falar do acidente que sofri no ano passado, claro que deixando a inspiração fluir, pois nada disso aconteceu comigo.

Angústia

Eu tentava gritar, mas minha voz não saia. Eu tentava me mexer, mas meus membros permaneciam imóveis. Eu tentava cuspir o gosto acre de terra e sangue, mas minha cabeça não se virava para lado algum. Eu tentava respirar fundo, mas uma chapa fria de metal pressionava meu peito e meu abdômen. Eu tentava me lembrar do que havia acontecido, mas as imagens se embaralhavam em minha mente: trânsito, curva, choque, escuridão. Eu tentava dormir e deixar o sono eterno me tirar dessa angústia, mas meu cérebro não me permitia esse descanso.
Tudo o que ouvia eram vozes distantes, indistintas, gritos, sirenes, o som cortante de uma serra contra o metal e o resfôlego de minha própria respiração. Tudo o que via era a escuridão. Tudo o que sentia era uma dor lancinante percorrendo meu corpo e o frio do metal sobre meu tronco em contraste com o sangue ardente que escorria de minha perna esquerda e de minha testa. Tudo o que pensava era que estava enterrada viva. Será que os bombeiros sabem que estou presa aqui embaixo? Será que eu já morri? Será que ficarei tetraplégica? Será que minha mãe já sabe o que aconteceu? Será que vou chegar a Parati para a Flip? Será que se eu desmaiar não acordo mais?
As vozes ficaram mais próximas, ouvi alguém gritar que havia uma pessoa sob os escombros. Será que eles estavam falando de mim? Ou teria mais alguém presa como eu? Aaaaaaiiiii! Não, não foi nada, apenas o barulho ensurdecedor da serra cortando uma chapa próxima a meu ouvido. Acho que eles sabem que estou aqui, então! Será que eu consigo gritar? Minha garganta está seca, está difícil respirar, o ar quente que sai de minhas narinas retorna ao bater contra o metal que parece estar a menos de um palmo de meu rosto. Está mais claro agora, vejo uma luz forte entrando por um buraco. Ou será o túnel que as pessoas que passam por experiências de quase-morte dizem enxergar? Minha perna dói tanto que já nem dói mais. Minha cabeça lateja. Acho que vou desmaiar.