Por Jack Scholes
“Quando você começa a usar os sentidos que negligenciava,
sua recompensa é ver o mundo com outros olhos.”
Barbara Sher (escritora norte-americana, palestrante e coach de desenvolvimento pessoal)
Sabemos que aprender coisas de uma forma multissensorial (usando vários sentidos juntos – e incluindo nossos sentidos olfativos e gustativos se for o caso) é especialmente poderoso. Por isso faz sentido (!) desenvolver a nossa capacidade multissensorial e garantir que todos os nossos sentidos estejam funcionando de forma otimizada. Ter essa capacidade também nos dá maior flexibilidade: nem sempre podemos escolher totalmente como recebemos as informações, por isso é muito útil poder mudar de canal de maneira fácil e eficaz.
Então, como você pode trabalhar seus sentidos menos favorecidos? É uma boa ideia se envolver em atividades que dão enfâse a esse sentido e permitem-no usá-lo. Algumas sugestões estão listadas abaixo. Elas não são de forma alguma completas, mas vão lhe dar uma noção. Tampouco são categorias rígidas: elas podem envolver predominantemente um sentido, mas quase sempre incluem outros também, embora com enfâse menor.
Visual
- Começar a estudar fotografia, desenho, pintura...
- Aprender a desenhar.
- Frequentar aulas sobre história da arte ou assuntos relacionados
- Experimentar a observação de pássaros ou contemplar as estrelas
- Fazer joguinhos com imagens como “Jogo dos 7 erros” ou “O que está faltando?”
- Fazer quebra-cabeças (também cinestésico)
- Fazer cromoterapia
- Fazer uma reforma na casa – trocando móveis e pintando com cores diferentes
- Assistir TV sem o som e tentar imaginar o que está sendo falado.
- Aprender uma língua estrangeira
- Aprender a tocar um instrumento musical (também cinestésico)
- Fazer aulas de canto
- Fazer aulas de teoria da música ou outro assunto relacionado
- Ouvir rádio com mais frequência (especialmente se você é alguém que assiste TV regularmente)
- Praticar repetindo em voz alta as coisas que você ouve ou contar de novo piadas e anedotas
- Ouvir um programa de TV ou filme sem olhar a imagem e tentar imaginar o que está se passando
- Ouvir áudiolivros (audiobooks)
- Ir até o meio do mato e “ouvir” a natureza
- Fazer ioga, Pilates, Tai Chi (ou qualquer outro tipo de disciplina corpo/mente)
- Fazer aulas de dança ou experimentar a dança do ventre! (também auditivo)
- Fazer natação – ou qualquer outro esporte
- Ter uma sessão de reflexologia... ou apenas andar descalço de vez em quando
- Usar suas mãos – fazer cerâmica ou escultura, fazer modelos com Lego, fazer crochê, bordado ou tricô
- Abraçar pessoas ou árvores!
- Passar roupa
- Enfim, fazer “qualquer coisa” física.
Lembre-se de que o modelo de preferências sensoriais é muito interessante intelectualmente, mas para que ele seja mais do que apenas um modelo intelectual, você tem de fazer algo com ele. Você precisa agir, praticar as ideias e usá-las para melhorar o modo como você aprende. Se fizer isso, pode fazer uma grande diferença não só para suas chances de sucesso em um exame, mas para toda a sua vida.
Como disse William Osler – um médico canadense que tem sido chamado de o pai da Medicina moderna: “Use seus cinco sentidos. Aprenda a ver, aprenda a ouvir, aprenda a sentir, aprenda a cheirar e saiba que, apenas pela prática, você pode tornar-se especialista.”
______________________________ _______________________
Jack Scholes nasceu na Inglaterra e formou-se em alemão e russo pela Universidade de Liverpool, com pós-graduação em Educação e Ensino de Inglês como Língua Estrangeira na Universidade de Londres. Formou-se também Master Practitioner em Programação Neurolinguística com o Dr. Richard Bandler, co-criador dessa ciência. Ele tem mais de 40 anos de experiência no ensino da língua inglesa e é autor de vários livros.