domingo, 11 de julho de 2010

Artigo - Aprendendo um idioma estrangeiro

APRENDENDO UM IDIOMA ESTRANGEIRO

Por Lígia Crispino, sócia-proprietária da Companhia de Idiomas

Existem muitas escolas que prometem métodos fáceis e rápidos de ensino de línguas para adultos. No entanto, pesquisadores garantem que, para a maioria das pessoas, é preciso dedicação e coragem de se arriscar a errar, pois esse tipo de aprendizagem requer a formação de novas redes neurais - o que demanda treino e tempo.

Quando vamos aprender um novo idioma, precisamos criar novos parâmetros de comunicação, pois não é só uma questão de usar palavras diferentes, mas, principalmente, estruturas diferentes. Se pegarmos o inglês como exemplo, os verbos são dependentes de auxiliares para expressarmos ações passadas, futuras e presentes. Isso não existe em português.

O cérebro, para economizar energia, gosta de trabalhar com o piloto automático ligado quase sempre. Aí reside o grande desafio, porque ele vai querer usar as estruturas automatizadas do português e os erros surgirão. O aluno precisa se desapegar da sua língua mãe, passar a buscar as diferenças entre ela e a língua estrangeira que pretende aprender e começar a criar outro piloto automático, este, por sua vez, desse idioma estrangeiro.

Além do desafio físico, existe o desafio emocional. Muitos adultos têm medo de se expor, de errar, causando bloqueios no processo de aprendizagem. No entanto, errar e ter experiências de insucesso é uma das maneiras mais rápidas de acelerar o aprendizado. Não cometer erros significa não tentar. Quem nunca tenta, nunca aprende.



Essa combinação de elementos culminará em erros, mas também em acertos! Os erros não são um impedimento para o aprendizado. Na verdade, eles são o caminho.

No inglês moderno, há duas palavras que vieram da história do poder pelas palavras no antigo Egito. Essas palavras são: spell (que significa soletrar, mas também enfeitiçar) e "glamour".

Na Renascença Europeia, época da Rainha Elizabeth I e das obras-primas de Shakespeare, um número considerável de pessoas não sabia ler nem escrever. A capacidade de ler e de escrever era vista com reverência pelas pessoas comuns: elas achavam que quem tinha essa habilidade participa de uma espécie de magia.

No século XVII, a língua usada pelos intelectuais era basicamente o latim. Escrevendo e falando essa língua, eles aumentavam seu poder social, econômico e político. Para unir as palavras, eles usavam o conceito místico de "gramática", "grammar" em inglês. A ideia de gramática era associada aos que tinham autoridade e poder. Com o passar do tempo, o primeiro "R" da palavra grammar foi se transformando em "L". Assim, a palavra grammar acabou se transformando em glamour, uma palavra usada hoje em várias línguas, aplicada a quem emana uma aura de poder, elegância e controle.

O fato é que as palavras nos enfeitiçam até hoje!

Portanto, é muito importante que um bom curso de idiomas foque em comunicação oral. Porém, não é possível deixar de lado a aquisição de estruturas gramaticais e vocabulário consistentes. A boa comunicação oral é baseada em vocabulário vasto e gramática, além de pronúncia com o mínimo de interferência do português.

Contudo, como escolher o curso mais adequado para o seu perfil e necessidades? Além de checar outras questões essenciais, como: número de alunos por sala, duração total do programa, livros utilizados. Faça a seguintes perguntas:

1) A escola promete eliminar totalmente as aulas de gramática?
Deconfie, pois as chances de sucesso são bastante duvidosas.

2) A conversação é priorizada?
É fundamental que seja, pois se a prática nem uma mochila cheia de teoria poderá ajudá-lo.

3) Qual a postura da escola e dos professores em relação aos erros cometidos pelos alunos?
A orientação deve ser nem 8 nem 80. Por quê? Há escolas que corrigem tudo, não deixam passar nada e estimulam os bloqueios de comunicação, pois o aluno é interrompido a cada erro que comete. Há outras que dizem que o ideal é não interromper o aluno, o importante é transmitir a mensagem. Ambos são extremistas. Há que haver um equilíbrio. A minha empresa, Companhia de Idiomas, tem uma metodologia própria e bem-sucedida na gestão dos erros. Verifique: http://www.companhiadeidiomas.com.br/.

4) O curso se concentra em um único tipo de aprendizagem?
O ideal é que não. Quanto mais variada for a aula, mais provável será a possibilidade de a pessoa descobrir a melhor forma de aprender. Além disso, o aluno não fica entediado.

Fonte de consulta: Livro O Poder da Inteligência Verbal; artigo Desafios do Idioma Estrangeiro da revista Mente e Cérebro.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mostra de Cinema Indiano

Que tal sair do cinema Holywoodiano um pouquinho e conhecer mais sobre a cultura indiana? Sua chance está na IV Mostra de Bolywood e Cinema Indiano, promovido pela Cinemateca, em São Paulo (SP), de 6 de julho a 5 de agosto.

CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Festival do Japão 2010


Confira a 13ª edição do Festival do Japão, o maior evento, fora do Japão, que celebra a cultura japonesa. Esta edição terá, entre outras atrações, a exposição de bonsai, orquídeas, cerâmica e artesanato, demonstração da Cerimônia do Chá, exibição de pipas japonesas (takô), exposição de Gô e Shogi (jogos japoneses) e caligrafia japonesa (shodô), workshops de dobraduras de papel (origami e kirigami), sumiê (pintura japonesa), e shamisen (instrumento musical), além de comidas típicas, claro.

Serviço:
13º Festival do Japão
Dias 16/7 (das 12h às 21h), 17/7 (das 10h às 21h) e 18/7 (das 10h às 18h)
Expo Imigrantes - Rod. dos Imigrantes km 1,5
Ônibus gratuito da estação Jabaquara do metrô
Ingressos: R$ 7,00

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Exclamations in English

How can you say "ufa!", "eca!" or "ai!" in English? Check these and some other exclamations.

Source: New Headway Upper Intermediate

Mmm! It's absolutely delicious!
Wow! That's unbelievable! How amazing!
Oh, really? How interesting!
Ah! What a shame!
Ouch! That really hurt!
Yuk! That's disgusting!
Uh? That's nonsense! What a stupid thing to say!
Phew! What a relief! Thank goodness for that!
Whoops! Sorry about that!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Bye bye, Brazil

Não que eu estivesse torcendo contra, mas, já que perdemos, podemos voltar a nossas vidas normais, com os problemas reais do país???

Para encerrar o assunto Copa, algumas manchetes de jornais internacionais sobre a derrota:

The Sun
Dutch Courage - Super Sneijder shoots down Samba stars

NYT
A World Cup favorite goes home

Clarín
Brasil, sin reacción, dejó el Mundial por la puerta de atrás

Olé
Brasil 2014

The Times
World Cup quarter-final shock: Holland 2 Brazil 1

Corriere della sera
Gli olandesi fanno i fenomeni - Il Brasile va a casa