Chegando às bancas a revista Aprenda a Falar Inglês sem Professor, com CD de áudio. O conteúdo foi desenvolvido por mim. Confiram e indiquem para alunos de nível básico.
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sábado, 21 de setembro de 2013
terça-feira, 10 de abril de 2012
Blog da Disal - Ensinando Inglês com textos de jornais e revistas
Confiram meu novo texto no Blog da Disal.
Ensinando Inglês com textos autênticos de jornais e revistas!
Por Vanessa Prata*
Em setembro de 2011, publiquei o artigo Using News in the Classroom, na primeira versão online da revista New Routes. Reproduzo parcialmente aqui algumas atividades sugeridas para usar textos autênticos de jornais e revistas em sala de aula. Para acessar o texto completo, em inglês, clique em:http://www.disal.com.br/newr/nr45/nrlogin.asp?anterior=nr45&A1=215374173105625&A2=C.
Usar textos de jornais e revistas em sala de aula é uma maneira de fornecer material de leitura autêntico e ajudar os alunos a observar colocações, novo vocabulário e até mesmo estruturas gramaticais dentro de um contexto real. É também uma maneira de estimular o debate, selecionando artigos que possam despertar interesse dos alunos, seja porque os tópicos estão diretamente relacionados à nossa realidade ou por causa de um problema global que está sendo discutido em todos os lugares. Outro ponto é que, usando notícias de uma variedade de fontes, como revistas e jornais de diferentes países, o professor pode ampliar o conhecimento dos alunos sobre estilo, registro e gêneros de texto e até mesmo como os outros países "veem" o Brasil.
Embora seja mais comum usar textos "reais" em estágios mais avançados, mesmo níveis mais básicos podem se beneficiar de material autêntico. É tarefa do professor selecionar textos adequados e preparar atividades para cada nível, sem adaptar o texto em si.
Confira algumas sugestões para utilizar textos de jornais e revistas em sala de aula:
-Atividade de fluência: a maneira mais simples (para o professor) para trabalhar com textos jornalísticos é apenas levar para a sala de aula uma série de revistas em inglês ou textos impressos de versões online de jornais e revistas e permitir que os alunos escolham o que gostariam de ler. Depois de selecionar um texto, os alunos leem e resumem oralmente em cerca de 2 minutos para a classe.
-Debate: selecione um texto específico, de preferência sobre um tema polêmico (ou talvez dois textos, se encontrar dois artigos sobre o mesmo tema, tais como um a favor de e outro contra determinado tema) e os alunos leem em sala. Em grupos, eles preparam uma lista de argumentos a favor e contra o tópico e o professor (ou um dos alunos) modera a discussão.
-Atividades lexicais: selecione um texto com antecedência e, na aula, ajude os alunos a observar as colocações comuns, preposições que seguem certos verbos e outros itens lexicais. Estimule os alunos a tomar notas dessas informações e organizá-las de forma que lhes permita facilmente recuperá-las. Outra atividade é o famoso “fill in the blanks”, em que você seleciona itens específicos para serem eliminados do texto e os alunos devem preenchê-lo, como as preposições corretas ou as colocações mais comuns.
-Atividades de gramática: você pode pedir aos alunos para encontrar exemplos de um tempo verbal específico em textos autênticos e sublinhá-los, tais como “passive voice” ou “present perfect”. Após identificar os tempos verbais, os alunos discutem em pares porque esses tempos verbais foram usados e podem escrever um texto semelhante usando esses tempos verbais.
-Organização do texto: uma sugestão para aumentar a conscientização dos alunos sobre a organização do texto, a coerência e a coesão é cortar os parágrafos em tiras separadas e pedir que os alunos coloquem em ordem. Depois de verificar com os colegas, eles comparam com o texto original. Você pode também pedir aos alunos para identificar e sublinhar “linking words” ou preencher os espaços em branco com os “discourse markes” adequados.
-Skimming e scanning: para melhorar habilidades de leitura, você pode preparar atividades para estimular o skimming e scanning, tais como questionários sobre o texto ou jogos. Um exemplo de um jogo para scanning: separe a classe em duas equipes e divida a lousa ao meio. Todos os alunos têm o mesmo texto. Faça perguntas sobre o texto que requerem encontrar informações específicas, tais como datas, nomes, lugares etc. Um aluno de cada grupo tem que escrever a resposta na lousa e o primeiro grupo a terminar ganha um ponto.
Claro que todas as atividades sugeridas aqui também poderiam ser feitas com os textos dos coursebooks, e alguns desses textos se adaptam perfeitamente ao conteúdo que estamos ensinando. No entanto, usando textos autênticos de revistas e jornais, podemos estimular os alunos a ler e discutir sobre os temas "reais" e atualizados, que podem interessá-los mais e passar um sentimento de “realização”, pois sabem que o que estão lendo não é um texto adaptado. Além disso, podemos ter certeza de que estamos ensinando o idioma "real", que está sendo usado por nativos de língua inglesa, e podemos fornecer os alunos uma variedade de estilos e "Englishes", selecionando textos de países e de fontes diferentes.
sábado, 30 de julho de 2011
Matéria Nosso Mascote

Confira minha matéria para o Guia Prático para Professores de Ed. Infantil (ed. agosto)
Nosso mascote
Professora de Atibaia (SP) trabalha Alfabetização, Matemática e valores como amizade e companheirismo a partir de um bichinho de pelúcia
Por Vanessa Prata
A professor Roberta Belo, da EMEIF Professor Francisco da Silveira Bueno, de Atibaia (SP), está desenvolvendo durante este ano o projeto Nosso Mascote, com sua turma de 4 anos. "O objetivo é levar à sala de aula um mascote para que sejam trabalhados com valores como cuidado com os outros, companheirismo e amizade, além de ter a participação da família no projeto", conta Roberta. Alfabetização, com o reconhecimento do próprio nome e do nome dos colegas, e conceitos matemáticos, como quantidade e noções de tempo, também estão entre os objetivos da ação. Acompanhe os principais passos do projeto:
O mascote chega à sala
No início do ano letivo, Roberta levou um sapinho de pelúcia para a sala, dentro de uma caixa, para atiçar a curiosidade dos alunos e para que eles primeiro tentassem descobrir o que havia lá dentro. "Escolhi o sapinho porque sou apaixonada por ele, mas a ideia é usar qualquer mascote que possa criar um vínculo com as crianças", diz a professora. Após mostrar o boneco, Roberta deixou que todos os alunos o tocassem para sentir a textura, e explicou que ele seria o mascote da turma, apresentando ainda algumas regrinhas de convivência com ele e dizendo que, durante o ano, cada aluno poderia levar o bichinho para casa durante um fim de semana.
Sapolino
O próximo passo foi fazer uma votação para escolher o nome do mascote, e o vencedor foi Sapolino! "A partir daí, começamos a trabalhar a identificação das letras iniciais e finais tanto do nome do sapinho como dos nomes dos alunos", conta Roberta. Aos poucos, a professora introduziu as letras intermediárias, para que as crianças pudessem diferenciar "sapo" de "saco", por exemplo, por meio do seguinte trava-língua:
Olha o sapo dentro do saco.
O saco com um sapo dentro.
O sapo pulou do saco.
O saco ficou sem sapo.
Alfabetização e Matemática
Além de trabalhar o nome do Sapolino, Roberta trabalhou os nomes de cada criança, para que eles diferenciassem Gabriela de Giovana, por exemplo. "No início do ano, a maioria dos alunos não conseguia identificar e escrever o próprio nome, hoje o 'ajudante' do dia já pode até entregar as agendas de todas as crianças, identificando o nome de cada uma na capa", conta a professora. Alfabetização e Matemática foram abordadas de forma interdisciplinar em um cartaz com o nome de todas as crianças, em ordem alfabética, que indicava a sequência em que o mascote iria para a casa de cada aluno. Roberta trabalhou com as crianças alguns pontos, como: quantos alunos faltam para chegar sua vez de levar o mascote para casa, quantos alunos já levaram, quantos faltam para levar, que dia da semana estamos, quantos e quais dias faltam para chegar sexta-feira (dia de levar o mascote), quais dias da semana o mascote ficará em sua casa etc. Os eixos Natureza, Sociedade e Matemática foram trabalhados também durante a leitura do livro Eram Dez Girinos (Ed. Ciranda Cultural), em que a professora explorou o contexto da capa e depois solicitou que as crianças localizassem a palavra girino e contassem quantos girinos apareciam nas páginas. "O próximo passo será trabalhar justamente a transformação deles em sapos, ampliando o conhecimento das crianças sobre a natureza também", conta Roberta.
Bom comportamento
Além dos conteúdos de Alfabetizção e Matemática, a professora também trabalhou regrinhas de bom comportamento, com a visita do pai do Sapolino, o Sr. Sapoleto (outro bichinho de pelúcia), que foi conferir se a turminha se comportava bem, e valores como responsabilidade, amizade e companheirismo. "Os alunos entenderam que precisavam cuidar bem do mascote e trazê-lo no dia combinado, para que outra criança também pudesse levar o Sapolino para casa", afirma Roberta. "E o mais curioso está sendo a mudança que o mascote provoca nas crianças, uma mãe contou que o filho até se alimentou melhor quando o bichinho estava na casa deles".
Tudo registrado
Todas as atividades estão sendo registradas com fotos e textos. Durante o fim de semana em que o mascote fica na casa de cada aluno, por exemplo, os pais devem fazer um relato da visita por escrito. Na segunda-feira, na roda de conversa, a professora lê para a turma o relato feito, e o próprio aluno conta como foi a visita do sapinho. Ao final do ano, a ideia é fazer uma exposição de fotos na escola e um livrinho com o tema Aventuras de Sapolino, para cada criança levar de recordação. "Estou tendo um envolvimento muito bom tanto dos alunos como dos pais e todo o apoio da diretora da escola. Tenho certeza de que ao final do ano os resultados serão ainda mais surpreendentes!", finaliza Roberta.
Nosso mascote
Professora de Atibaia (SP) trabalha Alfabetização, Matemática e valores como amizade e companheirismo a partir de um bichinho de pelúcia
Por Vanessa Prata
A professor Roberta Belo, da EMEIF Professor Francisco da Silveira Bueno, de Atibaia (SP), está desenvolvendo durante este ano o projeto Nosso Mascote, com sua turma de 4 anos. "O objetivo é levar à sala de aula um mascote para que sejam trabalhados com valores como cuidado com os outros, companheirismo e amizade, além de ter a participação da família no projeto", conta Roberta. Alfabetização, com o reconhecimento do próprio nome e do nome dos colegas, e conceitos matemáticos, como quantidade e noções de tempo, também estão entre os objetivos da ação. Acompanhe os principais passos do projeto:
O mascote chega à sala
No início do ano letivo, Roberta levou um sapinho de pelúcia para a sala, dentro de uma caixa, para atiçar a curiosidade dos alunos e para que eles primeiro tentassem descobrir o que havia lá dentro. "Escolhi o sapinho porque sou apaixonada por ele, mas a ideia é usar qualquer mascote que possa criar um vínculo com as crianças", diz a professora. Após mostrar o boneco, Roberta deixou que todos os alunos o tocassem para sentir a textura, e explicou que ele seria o mascote da turma, apresentando ainda algumas regrinhas de convivência com ele e dizendo que, durante o ano, cada aluno poderia levar o bichinho para casa durante um fim de semana.
Sapolino
O próximo passo foi fazer uma votação para escolher o nome do mascote, e o vencedor foi Sapolino! "A partir daí, começamos a trabalhar a identificação das letras iniciais e finais tanto do nome do sapinho como dos nomes dos alunos", conta Roberta. Aos poucos, a professora introduziu as letras intermediárias, para que as crianças pudessem diferenciar "sapo" de "saco", por exemplo, por meio do seguinte trava-língua:
Olha o sapo dentro do saco.
O saco com um sapo dentro.
O sapo pulou do saco.
O saco ficou sem sapo.
Alfabetização e Matemática
Além de trabalhar o nome do Sapolino, Roberta trabalhou os nomes de cada criança, para que eles diferenciassem Gabriela de Giovana, por exemplo. "No início do ano, a maioria dos alunos não conseguia identificar e escrever o próprio nome, hoje o 'ajudante' do dia já pode até entregar as agendas de todas as crianças, identificando o nome de cada uma na capa", conta a professora. Alfabetização e Matemática foram abordadas de forma interdisciplinar em um cartaz com o nome de todas as crianças, em ordem alfabética, que indicava a sequência em que o mascote iria para a casa de cada aluno. Roberta trabalhou com as crianças alguns pontos, como: quantos alunos faltam para chegar sua vez de levar o mascote para casa, quantos alunos já levaram, quantos faltam para levar, que dia da semana estamos, quantos e quais dias faltam para chegar sexta-feira (dia de levar o mascote), quais dias da semana o mascote ficará em sua casa etc. Os eixos Natureza, Sociedade e Matemática foram trabalhados também durante a leitura do livro Eram Dez Girinos (Ed. Ciranda Cultural), em que a professora explorou o contexto da capa e depois solicitou que as crianças localizassem a palavra girino e contassem quantos girinos apareciam nas páginas. "O próximo passo será trabalhar justamente a transformação deles em sapos, ampliando o conhecimento das crianças sobre a natureza também", conta Roberta.
Bom comportamento
Além dos conteúdos de Alfabetizção e Matemática, a professora também trabalhou regrinhas de bom comportamento, com a visita do pai do Sapolino, o Sr. Sapoleto (outro bichinho de pelúcia), que foi conferir se a turminha se comportava bem, e valores como responsabilidade, amizade e companheirismo. "Os alunos entenderam que precisavam cuidar bem do mascote e trazê-lo no dia combinado, para que outra criança também pudesse levar o Sapolino para casa", afirma Roberta. "E o mais curioso está sendo a mudança que o mascote provoca nas crianças, uma mãe contou que o filho até se alimentou melhor quando o bichinho estava na casa deles".
Tudo registrado
Todas as atividades estão sendo registradas com fotos e textos. Durante o fim de semana em que o mascote fica na casa de cada aluno, por exemplo, os pais devem fazer um relato da visita por escrito. Na segunda-feira, na roda de conversa, a professora lê para a turma o relato feito, e o próprio aluno conta como foi a visita do sapinho. Ao final do ano, a ideia é fazer uma exposição de fotos na escola e um livrinho com o tema Aventuras de Sapolino, para cada criança levar de recordação. "Estou tendo um envolvimento muito bom tanto dos alunos como dos pais e todo o apoio da diretora da escola. Tenho certeza de que ao final do ano os resultados serão ainda mais surpreendentes!", finaliza Roberta.
domingo, 24 de julho de 2011
Matéria - Aprendendo com os personagens do Sítio

Matéria para o Guia Prático para Professores de Ensino Fundamental I.
Aprendendo com os personagens do Sítio
Professora de Belo Horizonte (MG) desperta nas crianças a curiosidade pelos livros e o prazer em ler
Por Vanessa Prata
Com o projeto Contando Histórias do Sítio, a professora Elaine Lima Silva, do Colégio Cenecista Domiciano Vieira, em Belo Horizonte (MG), procurou resgatar a fantasia por meio da leitura e da escrita, despertar a curiosidade pelos livros e aproximar as crianças do mundo literário, de uma maneira lúdica, levando até elas os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, da obra de Monteiro Lobato. Tudo começou com uma exposição dos livros do autor na biblioteca na escola e com a apresentação dos personagens utilizando o programa Power Point. À medida que os personagens eram mostrados, a professora pedia para os alunos identificarem quem era e descrevê-los. “Quando percebi o brilho nos olhos dos alunos e o grande interesse deles, decidi desenvolver um projeto maior envolvendo as histórias do Sítio do Picapau Amarelo”, conta Elaine.
Visita de Emília
Várias atividades foram desenvolvidas, e a professora até se vestiu de Emília para contar uma história para as crianças. “O entusiasmo não foi apenas dos alunos, mas outras turmas queriam assistir também. Foi um dia especial!”, diz a professora.
A “Emília” levou uma mala cheia de bugigangas, com fantasias, fantoches e uma boneca Emília, que cada aluno levava para casa e cuidava durante três dias, além de responder, com ajuda da família, questões sobre o tema desenvolvido.
Os livros de Monteiro Lobato ficaram no Cantinho de Leitura da sala, e a professora e a bibliotecária da escola promoviam a hora do conto, momentos de leituras de revistinhas de Emília, cruzadinhas, reconto das histórias, trabalho com vários gêneros textuais, confecção dos personagens, entre outras atividades. Houve ainda um intercâmbio com outras turmas, em que os alunos levaram a mala com os fantoches, dedoches, perucas etc. e contaram para os colegas trechos de histórias do Sítio.
“Esse projeto fez com que os alunos ficassem mais interessados na leitura, além de sempre relembrarem quando a ‘Emília’ veio na escola”, completa Elaine. Foi feito também um registro das atividades com relatórios, fotos, ficha de avaliação da família e a construção do “Caderno Literário da Família”. Na primeira folha, explicava-se o projeto, na segunda folha o aluno descrevia como foi a visita da boneca em sua casa, na terceira, o aluno colocava uma foto ou ilustração dele com a boneca, entre outros registros. Confira algumas atividades artísticas que foram desenvolvidas no site.
Aprendendo com os personagens do Sítio
Professora de Belo Horizonte (MG) desperta nas crianças a curiosidade pelos livros e o prazer em ler
Por Vanessa Prata
Com o projeto Contando Histórias do Sítio, a professora Elaine Lima Silva, do Colégio Cenecista Domiciano Vieira, em Belo Horizonte (MG), procurou resgatar a fantasia por meio da leitura e da escrita, despertar a curiosidade pelos livros e aproximar as crianças do mundo literário, de uma maneira lúdica, levando até elas os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, da obra de Monteiro Lobato. Tudo começou com uma exposição dos livros do autor na biblioteca na escola e com a apresentação dos personagens utilizando o programa Power Point. À medida que os personagens eram mostrados, a professora pedia para os alunos identificarem quem era e descrevê-los. “Quando percebi o brilho nos olhos dos alunos e o grande interesse deles, decidi desenvolver um projeto maior envolvendo as histórias do Sítio do Picapau Amarelo”, conta Elaine.
Visita de Emília
Várias atividades foram desenvolvidas, e a professora até se vestiu de Emília para contar uma história para as crianças. “O entusiasmo não foi apenas dos alunos, mas outras turmas queriam assistir também. Foi um dia especial!”, diz a professora.
A “Emília” levou uma mala cheia de bugigangas, com fantasias, fantoches e uma boneca Emília, que cada aluno levava para casa e cuidava durante três dias, além de responder, com ajuda da família, questões sobre o tema desenvolvido.
Os livros de Monteiro Lobato ficaram no Cantinho de Leitura da sala, e a professora e a bibliotecária da escola promoviam a hora do conto, momentos de leituras de revistinhas de Emília, cruzadinhas, reconto das histórias, trabalho com vários gêneros textuais, confecção dos personagens, entre outras atividades. Houve ainda um intercâmbio com outras turmas, em que os alunos levaram a mala com os fantoches, dedoches, perucas etc. e contaram para os colegas trechos de histórias do Sítio.
“Esse projeto fez com que os alunos ficassem mais interessados na leitura, além de sempre relembrarem quando a ‘Emília’ veio na escola”, completa Elaine. Foi feito também um registro das atividades com relatórios, fotos, ficha de avaliação da família e a construção do “Caderno Literário da Família”. Na primeira folha, explicava-se o projeto, na segunda folha o aluno descrevia como foi a visita da boneca em sua casa, na terceira, o aluno colocava uma foto ou ilustração dele com a boneca, entre outros registros. Confira algumas atividades artísticas que foram desenvolvidas no site.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Matéria - Leitura no Coração da Escola

Não sabe como estimular a leitura de seus alunos? Aprenda com as professoras Josiane e Viviane, de Piracaia (SP).
Matéria do Guia Prático para Professores de Educação Infantil (ed. abril)
Leitura no coração da escola
Professora de Piracaia (SP) envolve pais e alunos na paixão pelos livros
Por Vanessa Prata
Objetivos:
★ Despertar o gosto pela leitura
★ Desenvolver a oralidade das crianças
★ Estimular a criatividade e a imaginação
★ Dar acesso fácil a livros aos alunos e aos pais
Faixa etária: 4 e 5 anos
Os alunos de 4 e 5 anos da professora Josiane Ferreira da Silva ainda não eram alfabetizados, mas durante o ano de 2010 “leram” diversos livros com o projeto Leitura no Coração da Escola, realizado na EMEFEI Orlando Julio Guimarães, em Piracaia (SP). O projeto começou em maio e, a cada semana, as crianças levavam livros infantis da escola para sem lidos em casa, na companhia dos pais, e na semana seguinte contavam as histórias para os colegas da sala. No fi nal do ano, os alunos montaram o Dia da Leitura e convidaram as outras turmas para participar. “As crianças gostaram muito de apresentar as histórias e, embora elas decorassem o livro ou até inventassem detalhes por ainda não saber ler convencionalmente, ao final do ano uma das alunas já estava alfabetizada”, conta Josiane.
Todo dia é dia de história
Confira atividades desenvolvidas durante o projeto:
★ Empréstimo de livros: semanalmente, para as crianças levarem para a casa nos fi nais de semana e lerem com os pais.
★ Contação de histórias: toda segunda-feira os alunos recontavam o livro que haviam levado para casa.
★ Roda de leitura na grama: realizada ao ar livre de vez em quando para sair do ambiente da sala de aula.
★ Hora da leitura livre: as crianças podiam escolher diversos livros para ler em sala. Neste momento, a professora levava os alunos a acionar estratégias de leitura perguntando onde poderia estar escrita determinada palavra.
★ Caderno de leitura: quinzenalmente, as crianças recebiam uma canção ou parlenda que era colada no caderno da leitura e faziam de ajuste da pauta escrita com a pauta falada, além de ilustrar o texto.
★ Leitura diária: feita em voz alta pela professora para ampliação do universo cultural das crianças.
★ Produto final: Dia da Leitura.
Matéria do Guia Prático para Professores de Educação Infantil (ed. abril)
Leitura no coração da escola
Professora de Piracaia (SP) envolve pais e alunos na paixão pelos livros
Por Vanessa Prata
Objetivos:
★ Despertar o gosto pela leitura
★ Desenvolver a oralidade das crianças
★ Estimular a criatividade e a imaginação
★ Dar acesso fácil a livros aos alunos e aos pais
Faixa etária: 4 e 5 anos
Os alunos de 4 e 5 anos da professora Josiane Ferreira da Silva ainda não eram alfabetizados, mas durante o ano de 2010 “leram” diversos livros com o projeto Leitura no Coração da Escola, realizado na EMEFEI Orlando Julio Guimarães, em Piracaia (SP). O projeto começou em maio e, a cada semana, as crianças levavam livros infantis da escola para sem lidos em casa, na companhia dos pais, e na semana seguinte contavam as histórias para os colegas da sala. No fi nal do ano, os alunos montaram o Dia da Leitura e convidaram as outras turmas para participar. “As crianças gostaram muito de apresentar as histórias e, embora elas decorassem o livro ou até inventassem detalhes por ainda não saber ler convencionalmente, ao final do ano uma das alunas já estava alfabetizada”, conta Josiane.
Todo dia é dia de história
Confira atividades desenvolvidas durante o projeto:
★ Empréstimo de livros: semanalmente, para as crianças levarem para a casa nos fi nais de semana e lerem com os pais.
★ Contação de histórias: toda segunda-feira os alunos recontavam o livro que haviam levado para casa.
★ Roda de leitura na grama: realizada ao ar livre de vez em quando para sair do ambiente da sala de aula.
★ Hora da leitura livre: as crianças podiam escolher diversos livros para ler em sala. Neste momento, a professora levava os alunos a acionar estratégias de leitura perguntando onde poderia estar escrita determinada palavra.
★ Caderno de leitura: quinzenalmente, as crianças recebiam uma canção ou parlenda que era colada no caderno da leitura e faziam de ajuste da pauta escrita com a pauta falada, além de ilustrar o texto.
★ Leitura diária: feita em voz alta pela professora para ampliação do universo cultural das crianças.
★ Produto final: Dia da Leitura.
Veja a matéria completa no site.
Matéria - O Falso Hiperativo
Confira minha matéria de Comportamento no Guia Prático para Professores de Ensino Fundamental I (ed. abril)
O falso hiperativo
Identificar se uma criança tem distúrbios de atenção ou se é apenas impulsiva e inquieta exige atenção redobrada dos pais, professores e coordenadores pedagógicos
Por Vanessa Prata
Objetivos:
★ Estimular a socialização da criança
★ Reforçar noções de respeito às diversidades e opiniões
★ Valorizar a amizade
★ Desenvolver a criatividade dos alunos
Faixa etária: 1º e 2º ano
Quem nunca teve um aluno que não para quieto um minuto em sala de aula, está sempre se movimentando, conversando, deixando os materiais cair ou que parece estar “no mundo da lua”? Muitas crianças agitadas, hoje em dia, são consideradas hiperativas e chegam a tomar remédios de uso controlado. É preciso atenção, no entanto, para não rotular um aluno de hiperativo sem um diagnóstico multidisciplinar, desenvolvido por médicos, psicólogos, pedagogos e outros especialistas. “Há quatro anos, meu filho Henrique, com 6 anos na época, foi diagnosticado como hiperativo. Após ir ao médico neurologista e psiquiatra, fomos aconselhados a dar-lhe o medicamento Ritalina. A psicóloga que o acompanhava, porém, não concordou com o diagnóstico e disse que ele era apenas impulsivo”, conta Eliana Almeida. Como Henrique não estava se saindo bem nos estudos, Eliana e o marido buscaram outra escola que pudesse acompanhá-lo melhor.
No Colégio Autêntico, em Guarulhos (SP), a atitude e as atividades propostas pela pedagoga Adriana Monteiro da Silva, atual coordenadora pedagógica de Educação Infantil e Ensino Fundamental I e professora do 2º ano na época em que Henrique foi transferido, ajudaram o garoto a superar suas dificuldades. “Henrique sempre foi muito desorganizado a ponto de perder todos os seus pertences escolares, seus cadernos eram amassados e borrados, a caligrafia era ilegível e ele não gostava de escrever, embora fosse muito inteligente. Lidamos com ele com ‘combinados’ e muita conversa, com postura sempre firme, mostrando a ele suas responsabilidades e as consequências para cada uma de suas ações, fossem boas ou ruins. Hoje ele já está no Ensino Fundamental II e é muito participativo”, conta Adriana.
“A família também foi fundamental nesse processo, apoiando muito o colégio e aprovando nossas atitudes. Saliento ainda que a escola deve sempre agir com muita cautela, pois cada caso é único, cada criança é única, com experiências de vida diferentes umas das outras”, acrescenta. Confira as atividades propostas por Adriana para promover a socialização dos alunos e reforçar conceitos de organização e respeito ao próximo.
Confira a matéria completa, com atividades, no site da revista.
O falso hiperativo
Identificar se uma criança tem distúrbios de atenção ou se é apenas impulsiva e inquieta exige atenção redobrada dos pais, professores e coordenadores pedagógicos
Por Vanessa Prata
Objetivos:
★ Estimular a socialização da criança
★ Reforçar noções de respeito às diversidades e opiniões
★ Valorizar a amizade
★ Desenvolver a criatividade dos alunos
Faixa etária: 1º e 2º ano
Quem nunca teve um aluno que não para quieto um minuto em sala de aula, está sempre se movimentando, conversando, deixando os materiais cair ou que parece estar “no mundo da lua”? Muitas crianças agitadas, hoje em dia, são consideradas hiperativas e chegam a tomar remédios de uso controlado. É preciso atenção, no entanto, para não rotular um aluno de hiperativo sem um diagnóstico multidisciplinar, desenvolvido por médicos, psicólogos, pedagogos e outros especialistas. “Há quatro anos, meu filho Henrique, com 6 anos na época, foi diagnosticado como hiperativo. Após ir ao médico neurologista e psiquiatra, fomos aconselhados a dar-lhe o medicamento Ritalina. A psicóloga que o acompanhava, porém, não concordou com o diagnóstico e disse que ele era apenas impulsivo”, conta Eliana Almeida. Como Henrique não estava se saindo bem nos estudos, Eliana e o marido buscaram outra escola que pudesse acompanhá-lo melhor.
No Colégio Autêntico, em Guarulhos (SP), a atitude e as atividades propostas pela pedagoga Adriana Monteiro da Silva, atual coordenadora pedagógica de Educação Infantil e Ensino Fundamental I e professora do 2º ano na época em que Henrique foi transferido, ajudaram o garoto a superar suas dificuldades. “Henrique sempre foi muito desorganizado a ponto de perder todos os seus pertences escolares, seus cadernos eram amassados e borrados, a caligrafia era ilegível e ele não gostava de escrever, embora fosse muito inteligente. Lidamos com ele com ‘combinados’ e muita conversa, com postura sempre firme, mostrando a ele suas responsabilidades e as consequências para cada uma de suas ações, fossem boas ou ruins. Hoje ele já está no Ensino Fundamental II e é muito participativo”, conta Adriana.
“A família também foi fundamental nesse processo, apoiando muito o colégio e aprovando nossas atitudes. Saliento ainda que a escola deve sempre agir com muita cautela, pois cada caso é único, cada criança é única, com experiências de vida diferentes umas das outras”, acrescenta. Confira as atividades propostas por Adriana para promover a socialização dos alunos e reforçar conceitos de organização e respeito ao próximo.
Confira a matéria completa, com atividades, no site da revista.
sábado, 26 de março de 2011
Revistas Guia Prático
Já está online o conteúdo das edições de março das revistas Guia Prático para Professores de Educação Infantil e Guia Prático para Professores de Ensino Fundamental I, com várias matérias minhas. Confira!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Fui entrevistada pela Revista Língua Portuguesa!
Confira a matéria em que a diretora da escola em que trabalho e eu fomos entrevistadas para a Revista Língua Portuguesa, falando sobre cursos de Português para brasileiros.
Adriana Natali
O que antes era restrito a profissionais de educação e comunicação, agora já faz parte da rotina de profissionais de várias áreas. Para eles, a língua portuguesa começa a ser assimilada como uma ferramenta para o desempenho estável. Sem ela, o conhecimento técnico fica restrito à própria pessoa, que não sabe comunicá-lo.
- Embora algumas atuações exijam uma produção oral ou escrita mais frequente, como docência e advocacia, muitos profissionais precisam escrever relatório, carta, comunicado, circular. Na linguagem oral, todos têm de expressar-se de forma convincente nas reuniões, para ganhar respeito e credibilidade. Isso vale para todos os cargos da hierarquia profissional - explica Maria Helena Nóbrega, professora de língua portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da USP.
Indicadores
A crescente valorização do domínio do idioma no mercado de trabalho vem sendo apontada por diferentes indicadores. Em 2007, uma pesquisa realizada pela Johnson O' Connor Research Foundation em conjunto com um doutor em linguística, Paul Nation, professor da Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia, comprovou que o uso eficiente da língua influi na carreira profissional. Segundo o estudo, feito em 39 empresas americanas, a chance de ascensão profissional está diretamente ligada ao vocabulário que a pessoa domina. Quanto maior seu repertório, mais competência e segurança ela terá para absorver ideias e falar em público.
- Ou seja, hoje em dia, saber um segundo ou terceiro idioma é pré-requisito para se conseguir bom emprego ou promoção, mas muita gente se esquece de que o domínio da língua materna pode ser o diferencial para a sua valorização - diz a coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Fisk, Vera Laurenti Bianchini.
A competência comunicativa garantiria potencial para ampliar a "empregabilidade" de um profissional. Desde o processo de seleção, as empresas buscam pessoas que saibam comunicar-se com clareza e poder persuasivo. Nas dinâmicas de grupo, além de habilidades de relacionamento e liderança, os selecionadores verificam a capacidade comunicativa do candidato.
- Pequenos deslizes (evitar contato visual com os ouvintes, gesticular em excesso, apresentar problemas de dicção ou vocabulário limitado) podem ser fatais e pretexto para a pessoa não ser contratada. Algumas empresas solicitam redação e, pelo texto, avaliam a argumentação daqueles que pretendem representá-las no mercado - diz a professora da USP.
Procura
O fraco domínio da língua pode ser uma barreira, ao manter contato com clientes por telefone ou e-mail; ao escrever relatórios e fazer apresentações no trabalho; na preparação para concursos e vestibulares. Mas pode ser resultado direto da mera vontade de retomar os estudos, compreender melhor o que lê e escrever com mais clareza.
A percepção de que a deficiência do idioma é crescente parte do próprio mercado, que enche as salas de aula de português para brasileiros. A escola de idiomas Fisk oferece o curso "Português sem Tropeços" desde o segundo semestre de 2008 e hoje atende a mais de 5 mil alunos em todo o país. Foi a valorização da língua materna por empregadores o que levou a escola a identificar a necessidade da criação desse curso.
- Embora os empresários busquem quem fala idiomas estrangeiros, o profissional não pode descuidar da própria língua. Quem não tem o domínio dela não vai dominar outros idiomas e será malvisto nas entrevistas de trabalho - explica a professora Vera Bianchini.
O foco do curso de Vera é o esclarecimento de dúvidas comuns aos falantes brasileiros e, consequentemente, o aprimoramento das habilidades de escrita e de expressão oral. De acordo com a coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Fisk, o curso não se restringe nem à redação nem à gramática. A gramática é explicada de modo contextualizado dentro do panorama profissional para que os alunos pratiquem a língua culta oralmente e, desse modo, tornem-se mais confiantes ao se expressarem. Além disso, exercícios de leitura e de vocabulário possibilitam a expansão do conhecimento lexical dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade de escrita deles.
Dúvidas
Outra escola, a Companhia de Idiomas, oferece, há dez anos, cursos em empresas, atendendo a demandas detectadas pelos departamentos de Recursos Humanos (RH) ou solicitações de profissionais. O antigo curso de reciclagem hoje é chamado oficina de comunicação.
- Quando a solicitação vem da direção ou do RH da empresa, muitos alunos não querem dispor do tempo que têm para estudar português. Se dermos o nome de curso de português, eles não enxergam como algo importante para a carreira. Lembram-se das aulas de português da escola, da gramática complexa do idioma. Há muitos alunos que não gostam de estudar gramática. Por isso, é importante explicar tudo com clareza e envolver a equipe que precisa desse tipo de treinamento para que comprem a ideia, e vejam as vantagens que conquistarão - afirma Lígia Velozo Crispino, professora da Companhia de Idiomas, que atende a cerca de 150 alunos no curso.
O público de Lígia é formado, principalmente, por profissionais da área de vendas, compras, marketing e gestores em geral, em que a interação com pessoas é maior. Língua pediu a ela que listasse os problemas com o idioma típicos de profissionais do mercado (as indicações, detalhadas pelo colunista e consultor de Língua Josué Machado, compõem os quadros desta página).
Aprimoramento
As aulas são focadas nas necessidades do aluno. Se o aluno quiser melhorar sua comunicação oral, o foco maior das aulas será para esta habilidade. Caso o desafio seja a comunicação escrita, ele deverá fazer exercícios extraclasse. As apostilas são exclusivas, com base nas informações coletadas em reunião para mapeamento de necessidades e expectativas do cliente, aliado ao resultado detectado no teste inicial para diagnóstico das áreas de atenção. Em casos em que a comunicação oral é crucial, são desenvolvidos vídeos para que o aluno possa observar o próprio desempenho.
Erros de grafia e concordância, vícios de linguagem e uso inadequado de vocabulário são comuns. Mas isso não é justificativa que desfaça a má impressão causada por falha cometida num atendimento a cliente, em uma entrevista de emprego ou em quaisquer outras situações.
- No geral, notamos grande dificuldade em concatenar ideias e construir um texto coerente e coeso. Alguns alunos tendem a repetir palavras e expressões, demonstrando falta de vocabulário; outros constroem parágrafos muito curtos ou muito longos (sem que isso seja questão de estilo, mas falta de conhecimento da estrutura do texto). Em termos gramaticais, são comuns dúvidas sobre crase, pontuação, concordância verbal e nominal. É grande também a confusão causada pelas novas regras do Acordo Ortográfico - explica Vanessa Prata, professora da Companhia de Idiomas.
Dificuldades
Já Vera Bianchini, da Fisk, afirma que, na escola, há pessoas que se antecipam e decidem fazer o curso espontaneamente. Há outras que só tomam consciência de suas dificuldades quando passam por uma experiência negativa e comprometem sua imagem ao não conseguir se expressar adequadamente.
Para Maria Helena da Nóbrega, da USP, embora a divulgação de questões idiomáticas ainda esteja restrita à gramática normativa, analisada só como manual de etiqueta para situações formais de uso da língua, as maiores dificuldades situam-se na organização textual: falta de clareza, coesão e coerência, impossibilidade de defender a posição com argumentação convincente.
- Tropeços redacionais revelam pouca familiaridade com a estrutura do texto escrito e no geral decorrem de pouca leitura. Afinal, como se aprende a escrever? Tudo indica que a leitura é uma fonte que não pode ser desprezada: ler, ler, ler. Além disso, praticar a escrita é importante. Finalmente, exercitar o que escritores experientes nos ensinam: escrever é reescrever. Sem releitura atenta há grande chance de insucesso na produção textual - conclui.
A carreira nas alturas
Dificuldades com o idioma passam a incomodar cada vez mais os profissionais do mercado, que lotam cursos de reciclagem em português e comunicaçãoAdriana Natali
A água está no joelho dos profissionais do mercado. As debilidades na formação em língua portuguesa têm alimentado um campo de reciclagem em português nas escolas de idiomas e nos cursos de graduação para pessoas oriundas do mundo dos negócios. A disciplina de Português Instrumental emerge na graduação de cursos da área de negócios. Várias escolas de idiomas têm ampliado o número de cursos de língua portuguesa para brasileiros que percebem a necessidade de atualização.
O que antes era restrito a profissionais de educação e comunicação, agora já faz parte da rotina de profissionais de várias áreas. Para eles, a língua portuguesa começa a ser assimilada como uma ferramenta para o desempenho estável. Sem ela, o conhecimento técnico fica restrito à própria pessoa, que não sabe comunicá-lo.
- Embora algumas atuações exijam uma produção oral ou escrita mais frequente, como docência e advocacia, muitos profissionais precisam escrever relatório, carta, comunicado, circular. Na linguagem oral, todos têm de expressar-se de forma convincente nas reuniões, para ganhar respeito e credibilidade. Isso vale para todos os cargos da hierarquia profissional - explica Maria Helena Nóbrega, professora de língua portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da USP.
Indicadores
A crescente valorização do domínio do idioma no mercado de trabalho vem sendo apontada por diferentes indicadores. Em 2007, uma pesquisa realizada pela Johnson O' Connor Research Foundation em conjunto com um doutor em linguística, Paul Nation, professor da Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia, comprovou que o uso eficiente da língua influi na carreira profissional. Segundo o estudo, feito em 39 empresas americanas, a chance de ascensão profissional está diretamente ligada ao vocabulário que a pessoa domina. Quanto maior seu repertório, mais competência e segurança ela terá para absorver ideias e falar em público.
- Ou seja, hoje em dia, saber um segundo ou terceiro idioma é pré-requisito para se conseguir bom emprego ou promoção, mas muita gente se esquece de que o domínio da língua materna pode ser o diferencial para a sua valorização - diz a coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Fisk, Vera Laurenti Bianchini.
A competência comunicativa garantiria potencial para ampliar a "empregabilidade" de um profissional. Desde o processo de seleção, as empresas buscam pessoas que saibam comunicar-se com clareza e poder persuasivo. Nas dinâmicas de grupo, além de habilidades de relacionamento e liderança, os selecionadores verificam a capacidade comunicativa do candidato.
- Pequenos deslizes (evitar contato visual com os ouvintes, gesticular em excesso, apresentar problemas de dicção ou vocabulário limitado) podem ser fatais e pretexto para a pessoa não ser contratada. Algumas empresas solicitam redação e, pelo texto, avaliam a argumentação daqueles que pretendem representá-las no mercado - diz a professora da USP.
Procura
O fraco domínio da língua pode ser uma barreira, ao manter contato com clientes por telefone ou e-mail; ao escrever relatórios e fazer apresentações no trabalho; na preparação para concursos e vestibulares. Mas pode ser resultado direto da mera vontade de retomar os estudos, compreender melhor o que lê e escrever com mais clareza.
A percepção de que a deficiência do idioma é crescente parte do próprio mercado, que enche as salas de aula de português para brasileiros. A escola de idiomas Fisk oferece o curso "Português sem Tropeços" desde o segundo semestre de 2008 e hoje atende a mais de 5 mil alunos em todo o país. Foi a valorização da língua materna por empregadores o que levou a escola a identificar a necessidade da criação desse curso.
- Embora os empresários busquem quem fala idiomas estrangeiros, o profissional não pode descuidar da própria língua. Quem não tem o domínio dela não vai dominar outros idiomas e será malvisto nas entrevistas de trabalho - explica a professora Vera Bianchini.
O foco do curso de Vera é o esclarecimento de dúvidas comuns aos falantes brasileiros e, consequentemente, o aprimoramento das habilidades de escrita e de expressão oral. De acordo com a coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Fisk, o curso não se restringe nem à redação nem à gramática. A gramática é explicada de modo contextualizado dentro do panorama profissional para que os alunos pratiquem a língua culta oralmente e, desse modo, tornem-se mais confiantes ao se expressarem. Além disso, exercícios de leitura e de vocabulário possibilitam a expansão do conhecimento lexical dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento da habilidade de escrita deles.
Dúvidas
Outra escola, a Companhia de Idiomas, oferece, há dez anos, cursos em empresas, atendendo a demandas detectadas pelos departamentos de Recursos Humanos (RH) ou solicitações de profissionais. O antigo curso de reciclagem hoje é chamado oficina de comunicação.
- Quando a solicitação vem da direção ou do RH da empresa, muitos alunos não querem dispor do tempo que têm para estudar português. Se dermos o nome de curso de português, eles não enxergam como algo importante para a carreira. Lembram-se das aulas de português da escola, da gramática complexa do idioma. Há muitos alunos que não gostam de estudar gramática. Por isso, é importante explicar tudo com clareza e envolver a equipe que precisa desse tipo de treinamento para que comprem a ideia, e vejam as vantagens que conquistarão - afirma Lígia Velozo Crispino, professora da Companhia de Idiomas, que atende a cerca de 150 alunos no curso.
O público de Lígia é formado, principalmente, por profissionais da área de vendas, compras, marketing e gestores em geral, em que a interação com pessoas é maior. Língua pediu a ela que listasse os problemas com o idioma típicos de profissionais do mercado (as indicações, detalhadas pelo colunista e consultor de Língua Josué Machado, compõem os quadros desta página).
Aprimoramento
As aulas são focadas nas necessidades do aluno. Se o aluno quiser melhorar sua comunicação oral, o foco maior das aulas será para esta habilidade. Caso o desafio seja a comunicação escrita, ele deverá fazer exercícios extraclasse. As apostilas são exclusivas, com base nas informações coletadas em reunião para mapeamento de necessidades e expectativas do cliente, aliado ao resultado detectado no teste inicial para diagnóstico das áreas de atenção. Em casos em que a comunicação oral é crucial, são desenvolvidos vídeos para que o aluno possa observar o próprio desempenho.
Erros de grafia e concordância, vícios de linguagem e uso inadequado de vocabulário são comuns. Mas isso não é justificativa que desfaça a má impressão causada por falha cometida num atendimento a cliente, em uma entrevista de emprego ou em quaisquer outras situações.
- No geral, notamos grande dificuldade em concatenar ideias e construir um texto coerente e coeso. Alguns alunos tendem a repetir palavras e expressões, demonstrando falta de vocabulário; outros constroem parágrafos muito curtos ou muito longos (sem que isso seja questão de estilo, mas falta de conhecimento da estrutura do texto). Em termos gramaticais, são comuns dúvidas sobre crase, pontuação, concordância verbal e nominal. É grande também a confusão causada pelas novas regras do Acordo Ortográfico - explica Vanessa Prata, professora da Companhia de Idiomas.
Dificuldades
Já Vera Bianchini, da Fisk, afirma que, na escola, há pessoas que se antecipam e decidem fazer o curso espontaneamente. Há outras que só tomam consciência de suas dificuldades quando passam por uma experiência negativa e comprometem sua imagem ao não conseguir se expressar adequadamente.
Para Maria Helena da Nóbrega, da USP, embora a divulgação de questões idiomáticas ainda esteja restrita à gramática normativa, analisada só como manual de etiqueta para situações formais de uso da língua, as maiores dificuldades situam-se na organização textual: falta de clareza, coesão e coerência, impossibilidade de defender a posição com argumentação convincente.
- Tropeços redacionais revelam pouca familiaridade com a estrutura do texto escrito e no geral decorrem de pouca leitura. Afinal, como se aprende a escrever? Tudo indica que a leitura é uma fonte que não pode ser desprezada: ler, ler, ler. Além disso, praticar a escrita é importante. Finalmente, exercitar o que escritores experientes nos ensinam: escrever é reescrever. Sem releitura atenta há grande chance de insucesso na produção textual - conclui.
Confira os principais "tropeços" da língua no site da revista.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Artigos online na revista da PUC
Está disponível para download a Revista lael em (dis-)curso, da PUC-SP, com artigos sobre ensino-aprendizagem, tradução e outros temas. Confira!
sábado, 11 de setembro de 2010
Matéria - O Segredo do Sucesso
Texto da Revista Superinteressante, edição julho/2010, enviado por Maristela Oliveira.Você estuda inglês há anos e ainda não é fluente? Mas quantas horas exatamente você vem dedicando ao estudo nesses anos? Já chegou a 10 mil horas? Ainda não? Então acelere, pois segundo o texto abaixo, esse é o número "mágico" para uma pessoa "brilhar" em qualquer área.
O segredo do sucesso
Pela primeira vez, começamos a entender quais são os fatores que levam ao sucesso. Treino tem a ver. Fracasso também. Descubra por que algumas pessoas se dão bem na vida - e veja o que você pode fazer para chegar lá
por Karin Hueck
Você chega cedo ao trabalho, entrega tudo no prazo, se dá bem com seus colegas e conhece os processos como ninguém. Ainda assim, está há anos no mesmo cargo, fazendo o arroz com feijão de sempre. De repente, chega um novato na área. Ele é jovem, tem as roupas da moda, se deu bem com a chefia e, pior, começou a abocanhar os melhores projetos. Em 6 meses lá está ele, promovido, na vaga que deveria ser sua. Em dois anos, ele virou seu chefe. No fim, você teve de reconhecer o talento do novato e aceitar que você não nasceu para ser chefe. Mas será que é isso mesmo? O que as pessoas bem-sucedidas têm que você não tem? A resposta, dolorida, é: nada. Absolutamente nada. Seu chefe, o dono da empresa, o Kaká e o presidente Lula não vieram ao mundo com um sinal gravado nos genes que diga: eu nasci para brilhar. Muito menos têm um talento inato que você não possui. Para desespero dos medíocres da nação, a ciência está descobrindo que todo mundo (e isso inclui você) teria potencial para ser a bolacha mais recheada do pacote. Aqui você vai descobrir como - e o que pode dar errado no meio do caminho.
É difícil se acostumar com a ideia de que nascemos todos com as mesmas chances de brilhar. Principalmente quando olhamos para aquelas pessoas que parecem ter habilidades sobrenaturais - aquelas que fazem você se lembrar diariamente das suas limitações: as crianças prodígios, por exemplo. A maior de todas as crianças prodígios foi Wolfgang Amadeus Mozart (perto dele, a menina Maysa é amadora). Aos 3 anos, o austríaco começou a tocar piano, aos 5 já compunha, aos 6 se apresentava para o rei da Bavária de olhos vendados, aos 12 terminou sua primeira ópera. Há séculos, ele vem sendo citado como prova absoluta de que talento é uma coisa que vem de nascença para alguns escolhidos. Mas parece que não é bem assim. A vocação de Mozart não apareceu do nada. Seu pai era professor de música e desde cedo dedicou sua vida a educar o filho. Quando criança, Mozart passava boa parte dos dias na frente do piano. As primeiras peças que compôs não eram obras-primas - pelo contrário, contêm muitas repetições e melodias que já existiam. Os críticos de música, aliás, consideram que a primeira obra realmente genial que o austríaco escreveu foi um concerto de 1777, quando o músico já tinha 21 anos de idade. Ou seja, apesar de ter começado muito cedo, Mozart só compôs algo digno de gênio depois de 15 anos de treino.
A regra das 10 mil horas
Quer brilhar muito na vida? Passe 10 mil horas praticando. Pelo menos, foi isso que os grandes especialistas de todas as áreas fizeram.
Os genes não determinam o sucesso. Isso é bom, porque quer dizer que basta você se esforçar para melhorar o seu desempenho. E isso é ruim também, porque você depende apenas do seu suor para chegar lá. Suor, no caso, são 10 mil horas. Entenda aqui o tamanho da encrenca:

O mesmo pode ser observado com talentos das mais diversas áreas. Ronaldo, o Fenômeno, tinha de ser arrancado dos campos de futebol quando criança porque não queria fazer nada que não fosse jogar bola. Os técnicos de Michael Jordan se lembram de que o jogador era sempre o primeiro a chegar aos treinos e o último a ir embora. E mesmo Bill Gates, como bom nerd que era, não fez sua fortuna do nada: quando adolescente, ele passou boa parte da sua (não muito agitada) vida programando computadores enfurnado numa sala da Universidade da Califórnia. Ou seja, mesmo aquelas pessoas bem-sucedidas, que parecem esbanjar talento, ralaram muito antes de chegar lá.
(...)
99% transpiração
Em 1992, pesquisadores ingleses e alemães resolveram estudar pessoas talentosas para entender o que as diferenciava dos reles mortais. Para isso, investigaram pianistas profissionais e os compararam com pessoas que tinham apenas começado a estudar, mas desistido. (Pianistas são excelentes cobaias porque seu talento é mensurável: ou eles sabem executar a música ou não sabem). O problema foi que os cientistas não conseguiram achar ninguém com habilidades sobrenaturais entre as 257 pessoas investigadas - todos eram igualmente dotados. A única diferença encontrada entre os dois grupos é que os pianistas fracassados tinham passado muito menos tempo estudando do que os bem-sucedidos. Quer dizer, não é que faltou talento para os amadores virarem mestres - faltou dedicação.
Ok, isso não é novidade. Todo mundo sabe que a prática leva à perfeição. A novidade é que, pela primeira vez, cientistas conseguiram medir o tempo necessário de estudo para alguém se destacar internacionalmente em alguma área: 10 mil horas. Foi a esse número que o especialista em sucesso Anders Ericsson chegou depois de observar os grandes talentos das mais diversas áreas. Todo mundo que foi alguém, ele concluiu, do campeão de xadrez Kasparov ao Steve Jobs, ficou esse tempo todo aperfeiçoando seu ofício. E não estamos falando de exercícios leves. O que realmente faz alguém ficar bom em algo é treino duro, dolorido, no limite do executável. No fim das contas, é treino tão difícil que modifica seu cérebro. (Só para constar: estima-se que aos 6 anos Mozart já tivesse estudado piano durante 3 500 horas. Quer dizer, ele não era talentoso, era assustadoramente dedicado.)
(...)
Tem que lutar, não se abater
Se treino é responsável por boa parte do sucesso das pessoas que chegaram ao ponto mais alto do pódio (outros fatores virão), é preciso entender o que as levou a se esforçar tanto. Quem passa 10 mil horas da vida se dedicando a qualquer coisa que seja tem pelo menos uma característica muito ressaltada: o autocontrole. É ele que permite que a pessoa não se lembre que seria muito mais legal dormir ou estar no bar do que trabalhando. O teste do marshmallow, feito na Universidade Stanford na década de 1960, é o melhor exemplo que se tem sobre a ocorrência de autocontrole. Psicólogos ofereciam a crianças um grande marshmallow e davam a elas a opção de comê-lo imediatamente ou esperar um tempinho enquanto os psicólogos saíssem da sala. Se as crianças esperassem, ganhariam de recompensa um segundo marshmallow. Apenas um terço das crianças aguentava esperar, o resto comia o doce afoitamente. (Há um vídeo na internet desse teste feito nos dias de hoje. As imagens das crianças tentando resistir à tentação são de partir o coração.) Depois, os pesquisadores acompanharam o desempenho dessas crianças nas décadas seguintes. Aquelas que haviam esperado pelo segundo doce tinham tirado notas mais altas no vestibular e tinham mais amigos. Depois de anos estudando esse grupo de voluntários, concluiu-se que a capacidade de manter o autocontrole previa com muito mais precisão a ocorrência de sucesso e ajustamento - era mais eficiente do que QI ou condição social, por exemplo. Por isso, tente sempre atrasar as gratificações - passe vontade e não faça sempre o que der na telha: o segredo para o sucesso pode estar aí.
A questão agora é entender por que algumas pessoas abrem mão do prazer imediato em troca do trabalho duro, e por que outras preferem sempre sair mais cedo do escritório. O processo mental, na verdade, é muito simples: para ter autocontrole, é preciso não ficar pensando na tentação e focar naquilo que é realmente importante no momento - por exemplo, terminar o serviço. É possível que esses traços tenham uma origem genética, mas é mais provável que a diferença esteja em outro ponto importante para entender o sucesso: motivação. Quem está motivado para ganhar uma medalha olímpica ou fazer um bom trabalho também abre mão da soneca da tarde com mais facilidade.
Motivação e ambição são um negócio meio misterioso, na verdade. Não funciona para todos da mesma maneira. "A maioria das pessoas sonha com um emprego estável, um salário aceitável, um chefe legal. Nem todo mundo tem ambição e quer crescer o tempo todo", diz Marcelo Ribeiro, professor do departamento de psicologia social e do trabalho da USP. Evolucionariamente, isso também faz todo o sentido. Durante séculos de seleção natural, alguns poucos ambiciosos foram escolhidos para conquistar os melhores pares, os maiores pedaços de comida e os cargos de liderança. Infelizmente, toda essa fartura não pode ir para todos - e a maioria teve de aprender a se satisfazer com o pouco que sobrou.
Dinheiro também não é a solução para todos os problemas. Nem sempre ele funciona como um bom motivador. (Não deixe seu chefe ler isso, se você estiver querendo um aumento.) Num estudo da Universidade Clark, nos EUA, que testava a capacidade de voluntários de resolver problemas de lógica, o dinheiro só atrapalhou. Aqueles que eram recompensados financeiramente para chegar à solução levavam muito mais tempo para resolver o problema. Os outros, sem a pressão do dinheiro, se deram melhor. Em muitos casos, acreditar que você está fazendo algo relevante é mais eficiente para motivação do que um salário mais rechonchudo. Não é à toa, então, que empresas que esperam resultados inovadores têm horários e cobranças flexíveis - para esses funcionários, fazer a diferença e a ilusão de independência valem mais do que ganhar bem. "O desejo de atribuir significado ao nosso trabalho é uma parte inata e inflexível da nossa composição. É pelo fato de sermos animais concentrados no significado que podemos pensar em nos render a uma carreira ajudando a levar água potável à Malaui rural", escreve o filósofo pop francês Alain de Botton, em seu livro Os Prazeres e Desprazeres do Trabalho.
Agulha no palheiro
Christopher Langan e Robert Oppenheimer eram dois americanos de QI sobre-humano (o de Christopher é um dos maiores de que se tem notícia: 195. O QI de Einstein, por exemplo, era 150). Christopher aprendeu a ler sozinho aos 3 anos, aos 15 desenhava retratos tão realistas que pareciam fotografias, aos 16 gabaritou o vestibular e perto dos 20 decidiu dedicar sua vida à física teórica. Já Robert fazia experimentos químicos complexos aos 8 anos de idade, aos 9 já falava grego e latim e aos 22 tinha concluído seu doutorado, com passagens pelas Universidades Harvard e de Cambridge. Os dois, além de gênios, eram esforçados e passaram a juventude enfurnados em livros - alcançaram facilmente a marca das 10 mil horas de estudo. Robert virou um dos físicos mais importantes do século 20 e ficou conhecido como o "pai da bomba atômica", pois liderou o time que desenvolveu a arma durante a 2ª Guerra Mundial. Já Christopher fracassou. Largou a faculdade em pouco mais de um ano. Trabalhou como garçom, operário da construção civil e zelador. Hoje, vive enfurnado em casa, sozinho, tentando elaborar uma teoria geral que explique o Universo inteiro. O que foi que deu errado com Christopher?
É duro dizer, mas sucesso depende também de uma boa quantidade de sorte. Estar na hora e lugar certos é muito importante - às vezes até mais do que as horas de treino. Christopher Langan, por exemplo, nasceu em uma família pobre. Chegou à faculdade porque ganhou uma bolsa de estudo. Mas teve de largar as aulas depois de perdê-la, porque sua mãe, que nunca acompanhou ou incentivou seus estudos, esqueceu-se de renovar o contrato que daria ao filho mais um ano de estudos grátis. Sim, ele deu muito azar. Não por causa da mãe desleixada - mas porque nasceu em uma família desestruturada. Um estudo feito na Universidade do Kansas mostrou que crianças que crescem em classes sociais mais baixas ouvem, em média, 32 milhões de palavras a menos nos primeiros 4 anos de vida do que seus colegas abastados (sim, alguém contou). Além disso, elas são expostas a um vocabulário menos variado e não são incluídas nas conversas "de adulto". Isso pode não ter consequências diretas na inteligência das crianças, mas tem na maneira como elas se relacionam com as pessoas.
Ter habilidade social, aliás, é fator determinante para ser bem-sucedido. E é esse o elemento que foge das estatísticas da ciência. Em áreas em que os mais talentosos são sempre recompensados, como nos esportes ou na música, a regra das 10 mil horas e a importância da persistência fazem sempre sentido. Mas, em ambientes onde a competição é velada, como nos escritórios, o talento pode facilmente ficar em segundo plano - e perder importância para o tête-à-tête, as famosas afinidades. "A personalidade de uma pessoa afeta não só a escolha do trabalho mas, mais importante, quão bem-sucedida ela vai ser na carreira", diz Timothy Judge, especialista em carreira e personalidade da Universidade da Flórida. Timothy revisou 3 estudos longitudinais de personalidade que acompanharam a carreira de mais de 500 pessoas e chegou a conclusões interessantes. Pessoas autoconscientes, racionais e que pensam antes de agir costumam ganhar mais e subir mais cargos. Já quem é extrovertido e emocionalmente estável é mais feliz. Para o pesquisador, depois de anos observando as pesquisas, subir de status pode ser importante, mas o fator mais determinante para o sucesso ainda é sentir-se realizado. "Se a pessoa está infeliz no trabalho, tem de descobrir o que está atrapalhando. Senão o sucesso não vem mesmo."
Leia o texto completo
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Do you speak...? matéria Veja
Mais um texto que só conheci recentemente, embora seja de 2001 o tema continua atual.
Do you speak...?
Brasileiros estudam inglês mais do que nunca, mas a maioria não consegue aprender
Valéria França (Veja Educação)
“O inglês é uma batata quente na minha boca”... Estamos no teatro, num dos quadros da peça Cinco Vezes Comédia. É uma história engraçada, de uma mulher, interpretada pela atriz Débora Bloch, atormentada pela dificuldade em aprender inglês. “Meu inglês é tão ruim — conta a personagem, no palco — que, uma vez, me perdi no Central Park e precisei pedir informações. Em vez de perguntar Where am I? (onde estou?), dizia Who am I? (quem sou eu?). As pessoas fugiam pensando que eu era louca.”
Depois de experimentar, em vão, todo tipo de curso de inglês, ela resolve se dar a última chance. “The last one”, avisa à platéia. Começa um curso por correspondência chamado Sleeping Learning — aprender dormindo. Um sonho de método! O único esforço que exige do aluno é escutar lições de inglês enquanto dorme. A personagem de Débora Bloch passa a sonhar com personagens de livros didáticos: Peter, Paul, Mary, Bill e Joan, que a envolvem numa trama policial tipo Agatha Christie. Só na última lição, morta de medo — acusada de assassinato, ela é levada à cadeira elétrica —, a moça começa finalmente a dominar a língua. Só que tudo não passou de um sonho.
Fora do palco, aprender inglês é um pesadelo que atormenta um número cada vez maior de brasileiros. Nunca, na História do país, tantas pessoas estudaram um idioma estrangeiro. Nunca os brasileiros viajaram tanto para o exterior nem tiveram tanto contato com palavras e expressões em inglês. Qualquer pessoa, com um mínimo de escolaridade, sabe da importância da língua inglesa para o futuro profissional. E, embora muitos adolescentes e mesmo crianças já tenham incorporado aquele jeito muito americano de expressar satisfação dizendo “Yéeeeees”, na realidade continuamos monoglotas. Há alguns meses, a empresa de comunicações americana AT&T fez uma pesquisa sobre o grau de conhecimento do inglês entre seu público potencial no Brasil, os 20% de maior poder aquisitivo. A pesquisa revelou que nessa faixa, em que quase todos possuem diploma universitário, só 7% são capazes de “se virar” em inglês. “Tivemos de lançar nossa home page na Internet em português, em vez de usar o inglês, como na maioria dos países”, diz Fernando Espuela, gerente de vendas da AT&T, em Miami.
GRAVADOR NO SONO — Vinte milhões de brasileiros estudam inglês atualmente, entre crianças, adolescentes e adultos. Há 3 345 escolas de inglês registradas no país. Isso não significa que todos esses cursos sejam capazes de oferecer um aprendizado eficaz. Um estudo realizado pelo professor Rajendra Rangi Singh, consultor de idiomas para grandes empresas, mostra que metade dos cursos oferecidos no Brasil é de má qualidade (veja quadro). Outros 35% oferecem um aprendizado mediano, e apenas 15% são classificados como bons. “Não faltam picaretagens como o Sleeping Learning”, diz Singh. O método de aprender dormindo existe mesmo. É um curso composto de treze fitas, que devem ser ouvidas todas as noites na segunda meia hora do sono. Um relógio dispara o gravador com a fita da lição de inglês. A propaganda promete que, depois de setenta noites, o aluno, de tanto sonhar com as lições, acordará falando inglês — tal como no teatro. “O aluno aprende mais dormindo porque a concentração durante o sono é maior”, garante Luís Carlos Arruda, diretor do Sleeping Learning.
Aprender inglês é a típica decisão de Ano-Novo da maioria dos brasileiros. São poucos, contudo, os que ao final do ano conseguem ao menos somar algumas palavras novas àquelas que já conheciam. A falta de intimidade com as línguas estrangeiras começa com o ensino deficiente das escolas. É o que mostram as estatísticas dos vestibulares. Todos os anos, cerca de 120 000 estudantes prestam o exame da Fuvest, em São Paulo. A média dos alunos na prova de inglês é 3,5, numa escala de 1 a 10 — uma nota baixíssima, ainda mais porque, segundo a avaliação de Alceu Gonçalves de Pinho, diretor da Fuvest, “o exame é muito fácil”.
Em tempos de globalização, não falar inglês virou motivo de vergonha. Nos seminários de negócios, mesmo os executivos mais ignorantes recusam os fones com tradução simultânea. Preferem assistir às palestras dissimulando a ignorância com um inconfundível ar apalermado à confissão pública de que não sabem inglês. Nas empresas, quando se abrem vagas para executivos, dez em cada dez candidatos garantem o pleno domínio do idioma de Shakespeare. A verdade é bem diferente, informa Marcelo Santos, diretor de Recursos Humanos do Banco de Boston. “A certa altura da entrevista, perguntamos se é possível prosseguir a conversa em inglês”, conta. “Eles em geral se recusam, dizendo que estão com o inglês um tanto enferrujado, mas que com dois ou três meses de treino estará tudo o.k..” Pelo cálculo de Santos, apenas 10% dos candidatos a cargos de gerência ou direção têm um inglês fluente. Outros 45% “quebram o galho” e os 45% restantes não vão além do “the book is on the table” (o livro está sobre a mesa).
ECONOMÊS — O Banco de Boston forma, todos os anos, um grupo de quinze a vinte funcionários de alto escalão, que participam de um programa intensivo de aprendizado de inglês, o English Club. As aulas são voltadas para situações específicas do mundo dos negócios e o vocabulário se concentra no jargão da economia, o economês. “A língua para mim é um instrumento”, diz Pedro Milioni, de 41 anos, diretor do Banco de Boston, que participa do English Club. Fazia 25 anos que Milioni não estudava inglês. Hoje, ele tem aulas individuais dentro da empresa. Seu professor, o americano Douglas Gouveia, não se preocupa em “corrigir” o sotaque dos alunos. “Sotaque é uma coisa, pronúncia é outra. O sotaque é parte da personalidade de cada um. Devemos nos orgulhar dele, assim como nos orgulhamos de nossa aparência física.”
TREZENTAS HORAS — Separar uma boa escola de uma arapuca é simples: basta não acreditar em milagres. “Não existe método mágico de aprendizado”, informa Raymond Maddock, professor especialista em métodos de ensino. Trezentas horas de aula é a carga mínima de tempo necessária para começar a falar a língua, segundo ele. Isso corresponde a quase dois anos, sem férias, com três horas de aula por semana, mais uma hora diária para o estudo em casa.
Para quem tem tempo e recursos, uma opção cada vez mais usada é ir aprender inglês no exterior. Nos últimos dois anos, o número de brasileiros que embarcaram para os Estados Unidos com o propósito de estudar o idioma aumentou em média 60%. Só no ano passado, estima-se que 20 000 estudantes, de todas as idades, tenham saído do país para aprender inglês. Esse tipo de curso só é recomendado para quem já tem noções básicas do idioma antes de viajar. “Um aluno sem conhecimento da língua passa por tantas dificuldades que acaba traumatizado”, explica Irene Felman, da Associação Alumni, um centro de ensino e intercâmbio de inglês. Um caso exemplar é o de Armando Ambrosio, de 47 anos, gerente de vendas da Johnson & Johnson. Ele não falava quase nada de inglês. Por isso, a empresa resolveu mandá-lo para um curso de uma semana nos EUA. Terminadas as aulas, ele e a mulher foram para San Francisco. Ambrosio achava que já estava dominando a língua. Atrapalhou-se no primeiro restaurante. Para fazer um pedido, ele precisou fazer mímicas e sons esquisitos que imitavam animais. “Foi um vexame!”, conta. Ambrosio queria comer camarão e não sabia a palavra equivalente em inglês (shrimp). Depois de ser ajudado por freqüentadores americanos do restaurante, ele teve de comer a lagosta que lhe foi servida.
Do you speak...?
Brasileiros estudam inglês mais do que nunca, mas a maioria não consegue aprender
Valéria França (Veja Educação)
“O inglês é uma batata quente na minha boca”... Estamos no teatro, num dos quadros da peça Cinco Vezes Comédia. É uma história engraçada, de uma mulher, interpretada pela atriz Débora Bloch, atormentada pela dificuldade em aprender inglês. “Meu inglês é tão ruim — conta a personagem, no palco — que, uma vez, me perdi no Central Park e precisei pedir informações. Em vez de perguntar Where am I? (onde estou?), dizia Who am I? (quem sou eu?). As pessoas fugiam pensando que eu era louca.”
Depois de experimentar, em vão, todo tipo de curso de inglês, ela resolve se dar a última chance. “The last one”, avisa à platéia. Começa um curso por correspondência chamado Sleeping Learning — aprender dormindo. Um sonho de método! O único esforço que exige do aluno é escutar lições de inglês enquanto dorme. A personagem de Débora Bloch passa a sonhar com personagens de livros didáticos: Peter, Paul, Mary, Bill e Joan, que a envolvem numa trama policial tipo Agatha Christie. Só na última lição, morta de medo — acusada de assassinato, ela é levada à cadeira elétrica —, a moça começa finalmente a dominar a língua. Só que tudo não passou de um sonho.
Fora do palco, aprender inglês é um pesadelo que atormenta um número cada vez maior de brasileiros. Nunca, na História do país, tantas pessoas estudaram um idioma estrangeiro. Nunca os brasileiros viajaram tanto para o exterior nem tiveram tanto contato com palavras e expressões em inglês. Qualquer pessoa, com um mínimo de escolaridade, sabe da importância da língua inglesa para o futuro profissional. E, embora muitos adolescentes e mesmo crianças já tenham incorporado aquele jeito muito americano de expressar satisfação dizendo “Yéeeeees”, na realidade continuamos monoglotas. Há alguns meses, a empresa de comunicações americana AT&T fez uma pesquisa sobre o grau de conhecimento do inglês entre seu público potencial no Brasil, os 20% de maior poder aquisitivo. A pesquisa revelou que nessa faixa, em que quase todos possuem diploma universitário, só 7% são capazes de “se virar” em inglês. “Tivemos de lançar nossa home page na Internet em português, em vez de usar o inglês, como na maioria dos países”, diz Fernando Espuela, gerente de vendas da AT&T, em Miami.
GRAVADOR NO SONO — Vinte milhões de brasileiros estudam inglês atualmente, entre crianças, adolescentes e adultos. Há 3 345 escolas de inglês registradas no país. Isso não significa que todos esses cursos sejam capazes de oferecer um aprendizado eficaz. Um estudo realizado pelo professor Rajendra Rangi Singh, consultor de idiomas para grandes empresas, mostra que metade dos cursos oferecidos no Brasil é de má qualidade (veja quadro). Outros 35% oferecem um aprendizado mediano, e apenas 15% são classificados como bons. “Não faltam picaretagens como o Sleeping Learning”, diz Singh. O método de aprender dormindo existe mesmo. É um curso composto de treze fitas, que devem ser ouvidas todas as noites na segunda meia hora do sono. Um relógio dispara o gravador com a fita da lição de inglês. A propaganda promete que, depois de setenta noites, o aluno, de tanto sonhar com as lições, acordará falando inglês — tal como no teatro. “O aluno aprende mais dormindo porque a concentração durante o sono é maior”, garante Luís Carlos Arruda, diretor do Sleeping Learning.
Aprender inglês é a típica decisão de Ano-Novo da maioria dos brasileiros. São poucos, contudo, os que ao final do ano conseguem ao menos somar algumas palavras novas àquelas que já conheciam. A falta de intimidade com as línguas estrangeiras começa com o ensino deficiente das escolas. É o que mostram as estatísticas dos vestibulares. Todos os anos, cerca de 120 000 estudantes prestam o exame da Fuvest, em São Paulo. A média dos alunos na prova de inglês é 3,5, numa escala de 1 a 10 — uma nota baixíssima, ainda mais porque, segundo a avaliação de Alceu Gonçalves de Pinho, diretor da Fuvest, “o exame é muito fácil”.
Em tempos de globalização, não falar inglês virou motivo de vergonha. Nos seminários de negócios, mesmo os executivos mais ignorantes recusam os fones com tradução simultânea. Preferem assistir às palestras dissimulando a ignorância com um inconfundível ar apalermado à confissão pública de que não sabem inglês. Nas empresas, quando se abrem vagas para executivos, dez em cada dez candidatos garantem o pleno domínio do idioma de Shakespeare. A verdade é bem diferente, informa Marcelo Santos, diretor de Recursos Humanos do Banco de Boston. “A certa altura da entrevista, perguntamos se é possível prosseguir a conversa em inglês”, conta. “Eles em geral se recusam, dizendo que estão com o inglês um tanto enferrujado, mas que com dois ou três meses de treino estará tudo o.k..” Pelo cálculo de Santos, apenas 10% dos candidatos a cargos de gerência ou direção têm um inglês fluente. Outros 45% “quebram o galho” e os 45% restantes não vão além do “the book is on the table” (o livro está sobre a mesa).
ECONOMÊS — O Banco de Boston forma, todos os anos, um grupo de quinze a vinte funcionários de alto escalão, que participam de um programa intensivo de aprendizado de inglês, o English Club. As aulas são voltadas para situações específicas do mundo dos negócios e o vocabulário se concentra no jargão da economia, o economês. “A língua para mim é um instrumento”, diz Pedro Milioni, de 41 anos, diretor do Banco de Boston, que participa do English Club. Fazia 25 anos que Milioni não estudava inglês. Hoje, ele tem aulas individuais dentro da empresa. Seu professor, o americano Douglas Gouveia, não se preocupa em “corrigir” o sotaque dos alunos. “Sotaque é uma coisa, pronúncia é outra. O sotaque é parte da personalidade de cada um. Devemos nos orgulhar dele, assim como nos orgulhamos de nossa aparência física.”
TREZENTAS HORAS — Separar uma boa escola de uma arapuca é simples: basta não acreditar em milagres. “Não existe método mágico de aprendizado”, informa Raymond Maddock, professor especialista em métodos de ensino. Trezentas horas de aula é a carga mínima de tempo necessária para começar a falar a língua, segundo ele. Isso corresponde a quase dois anos, sem férias, com três horas de aula por semana, mais uma hora diária para o estudo em casa.
Para quem tem tempo e recursos, uma opção cada vez mais usada é ir aprender inglês no exterior. Nos últimos dois anos, o número de brasileiros que embarcaram para os Estados Unidos com o propósito de estudar o idioma aumentou em média 60%. Só no ano passado, estima-se que 20 000 estudantes, de todas as idades, tenham saído do país para aprender inglês. Esse tipo de curso só é recomendado para quem já tem noções básicas do idioma antes de viajar. “Um aluno sem conhecimento da língua passa por tantas dificuldades que acaba traumatizado”, explica Irene Felman, da Associação Alumni, um centro de ensino e intercâmbio de inglês. Um caso exemplar é o de Armando Ambrosio, de 47 anos, gerente de vendas da Johnson & Johnson. Ele não falava quase nada de inglês. Por isso, a empresa resolveu mandá-lo para um curso de uma semana nos EUA. Terminadas as aulas, ele e a mulher foram para San Francisco. Ambrosio achava que já estava dominando a língua. Atrapalhou-se no primeiro restaurante. Para fazer um pedido, ele precisou fazer mímicas e sons esquisitos que imitavam animais. “Foi um vexame!”, conta. Ambrosio queria comer camarão e não sabia a palavra equivalente em inglês (shrimp). Depois de ser ajudado por freqüentadores americanos do restaurante, ele teve de comer a lagosta que lhe foi servida.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Matéria - A importância de falar Inglês e como escolher cursos de idiomas
Confira minha matéria para a Revista Young (ed. 5) sobre cursos de idiomas. Você pode ler a revista inteira online, acesse o site e clique em edições anteriores.
Do you speak English?
Se ainda estiver “arranhando” o idioma mais falado no mundo, é hora de investir no aperfeiçoamento. Além do Inglês, o Espanhol e outras línguas fazem a diferença tanto na vida profissional como pessoal
Por Vanessa Prata
Abra os classificados de emprego e veja quantos anúncios exigem Inglês fluente ou no mínimo intermediário. A grande maioria, pelo menos para os “bons” empregos. Faça ainda uma lista de suas músicas e filmes favoritos. Quantos são em Inglês?
Até mesmo artistas latinos ou europeus acabam se rendendo ao idioma do Tio Sam para fazer mais sucesso, como Shakira, Ricky Martin, Antonio Banderas, Penélope Cruz e, claro, nosso Rodrigo Santoro. Você pode até não gostar desses artistas, mas é inegável que a fama deles cresceu após adotarem o Inglês como língua “de trabalho”. “O Inglês é o idioma da principal potência mundial e é visto, hoje, como uma espécie de língua universal, além de ser a mais ‘falada’ na internet. Isto o coloca em um patamar diferente dos outros idiomas, mas destaco que a procura por cursos de espanhol também vem aumentado bastante”, afirma Marcos Cesar Polifemi, diretor do Centro de Linguística Aplicada do Yázigi.
“Os países se aproximaram. Hoje temos a possibilidade de conversar com pessoas do mundo todo, realizamos negócios globalmente, e quem não fala inglês ou algum outro idioma passará a ser um espectador, um agente mais passivo ou executando funções de menor destaque no mercado de trabalho”, acrescenta Lígia Velozo Crispino, sócia-diretora da Companhia de Idiomas.
Cidadão do mundo
Não está convencido ainda da importância de aprender outras línguas? “Saber um idioma é ter uma habilidade que lhe permite sobreviver melhor. É igual a saber usar o computador e seus programas, dirigir, nadar. Você pode viver sem isso, mas dominar outra língua o enriquece, abre portas ao conhecimento e a outras culturas. Torna você um cidadão do mundo”, comenta Debora Jane Schisler, diretora da Seven Idiomas na área de Engenharia da Educação.
Inglês é essencial, mas cada vez mais deixa de ser um diferencial. “É muito comum ver empresas multinacionais definirem o Brasil como o país responsável pelas filiais da América Latina, sendo assim, o Espanhol passa a ser um idioma importante, além de já ser a segunda língua mais falada nos EUA. Para quem trabalha com comércio exterior, percebo a grande necessidade de dominar o mandarim (chinês). Há várias empresas que estão com escritórios na China e realizando muitos negócios com o país”, diz Lígia.
Agora que você já percebeu a importância de saber outros idiomas (certo?), o próximo passo é escolher o curso ideal e ter em mente que uma língua não se aprende “de uma hora para outra”. “Não existe fórmula mágica, mas sim uma metodologia séria, com materiais didáticos apropriados, bons professores que saibam aplicá-los e muito esforço do aluno em sala de aula. É assim que se aprende”, recomenda Marcos.
Lizika Goldchleger, gerente acadêmica da Cultura Inglesa SP, reforça ainda a importância de estabelecer objetivos antes de escolher o curso: “O objetivo de cada pessoa vai determinar o tempo de estudo, porém, em geral, aprender uma segunda língua exige investimento de tempo. Aqueles que desejam adquirir habilidades linguísticas apenas para sobrevivência no exterior não têm necessidade de investir tanto tempo quanto uma pessoa que gostaria de atingir proficiência na língua. Mas qualquer que seja o objetivo, busque instituições sérias e comprometidas com o aprendizado”.
Faça a escolha certa
Antes de escolher em que escola estudar, pesquise vários cursos e conheça seu próprio estilo de aprendizagem, isto é, como você aprende melhor. Você gosta de jogos e dramatizações em sala de aula ou de um ambiente mais sério? Você quer uma aula individual, mais personalizada, sabendo que pagará mais por isso, ou prefere a troca de experiências e a energia de um grupo, pagando menos, porém dividindo a atenção do professor com outros alunos?
Além disso, qual o seu objetivo ao aprender o idioma? Você quer apenas adquirir conhecimentos para uma viagem de turismo, vai prestar alguma prova de proficiência, utilizará a língua no ambiente de trabalho, vai estudar no exterior? Suas respostas a essas perguntas o ajudam a escolher a escola, a metodologia, os materiais e a carga horária necessária.
Do you speak English?
Se ainda estiver “arranhando” o idioma mais falado no mundo, é hora de investir no aperfeiçoamento. Além do Inglês, o Espanhol e outras línguas fazem a diferença tanto na vida profissional como pessoal
Por Vanessa Prata
Abra os classificados de emprego e veja quantos anúncios exigem Inglês fluente ou no mínimo intermediário. A grande maioria, pelo menos para os “bons” empregos. Faça ainda uma lista de suas músicas e filmes favoritos. Quantos são em Inglês?
Até mesmo artistas latinos ou europeus acabam se rendendo ao idioma do Tio Sam para fazer mais sucesso, como Shakira, Ricky Martin, Antonio Banderas, Penélope Cruz e, claro, nosso Rodrigo Santoro. Você pode até não gostar desses artistas, mas é inegável que a fama deles cresceu após adotarem o Inglês como língua “de trabalho”. “O Inglês é o idioma da principal potência mundial e é visto, hoje, como uma espécie de língua universal, além de ser a mais ‘falada’ na internet. Isto o coloca em um patamar diferente dos outros idiomas, mas destaco que a procura por cursos de espanhol também vem aumentado bastante”, afirma Marcos Cesar Polifemi, diretor do Centro de Linguística Aplicada do Yázigi.
“Os países se aproximaram. Hoje temos a possibilidade de conversar com pessoas do mundo todo, realizamos negócios globalmente, e quem não fala inglês ou algum outro idioma passará a ser um espectador, um agente mais passivo ou executando funções de menor destaque no mercado de trabalho”, acrescenta Lígia Velozo Crispino, sócia-diretora da Companhia de Idiomas.
Cidadão do mundoNão está convencido ainda da importância de aprender outras línguas? “Saber um idioma é ter uma habilidade que lhe permite sobreviver melhor. É igual a saber usar o computador e seus programas, dirigir, nadar. Você pode viver sem isso, mas dominar outra língua o enriquece, abre portas ao conhecimento e a outras culturas. Torna você um cidadão do mundo”, comenta Debora Jane Schisler, diretora da Seven Idiomas na área de Engenharia da Educação.
Inglês é essencial, mas cada vez mais deixa de ser um diferencial. “É muito comum ver empresas multinacionais definirem o Brasil como o país responsável pelas filiais da América Latina, sendo assim, o Espanhol passa a ser um idioma importante, além de já ser a segunda língua mais falada nos EUA. Para quem trabalha com comércio exterior, percebo a grande necessidade de dominar o mandarim (chinês). Há várias empresas que estão com escritórios na China e realizando muitos negócios com o país”, diz Lígia.
Agora que você já percebeu a importância de saber outros idiomas (certo?), o próximo passo é escolher o curso ideal e ter em mente que uma língua não se aprende “de uma hora para outra”. “Não existe fórmula mágica, mas sim uma metodologia séria, com materiais didáticos apropriados, bons professores que saibam aplicá-los e muito esforço do aluno em sala de aula. É assim que se aprende”, recomenda Marcos.
Lizika Goldchleger, gerente acadêmica da Cultura Inglesa SP, reforça ainda a importância de estabelecer objetivos antes de escolher o curso: “O objetivo de cada pessoa vai determinar o tempo de estudo, porém, em geral, aprender uma segunda língua exige investimento de tempo. Aqueles que desejam adquirir habilidades linguísticas apenas para sobrevivência no exterior não têm necessidade de investir tanto tempo quanto uma pessoa que gostaria de atingir proficiência na língua. Mas qualquer que seja o objetivo, busque instituições sérias e comprometidas com o aprendizado”.
Faça a escolha certa
Antes de escolher em que escola estudar, pesquise vários cursos e conheça seu próprio estilo de aprendizagem, isto é, como você aprende melhor. Você gosta de jogos e dramatizações em sala de aula ou de um ambiente mais sério? Você quer uma aula individual, mais personalizada, sabendo que pagará mais por isso, ou prefere a troca de experiências e a energia de um grupo, pagando menos, porém dividindo a atenção do professor com outros alunos?
Além disso, qual o seu objetivo ao aprender o idioma? Você quer apenas adquirir conhecimentos para uma viagem de turismo, vai prestar alguma prova de proficiência, utilizará a língua no ambiente de trabalho, vai estudar no exterior? Suas respostas a essas perguntas o ajudam a escolher a escola, a metodologia, os materiais e a carga horária necessária.
Após essa primeira análise, selecione algumas escolas e visite-as, questionando:
- Tempo da escola no mercado
- Número máximo de alunos por sala
- Formação acadêmica e experiência dos professores
- Valor da mensalidade e custo total por estágio, incluindo taxa de matrícula e material didático
- Livros utilizados
- Número total de estágios do programa e carga horária total do curso
- Frequência e duração das aulas
- Estrutura da escola e recursos oferecidos (laboratório de línguas, computadores, biblioteca etc)
- Rodízio de professores
- Eventos culturais e sociais oferecidos
- Eficácia do curso e como a escola mede isso, por exemplo, informando que x% dos alunos são aprovados em exames internacionais
- Se a unidade é própria ou franquia, porque a qualidade pode variar
Além disso, avalie se os cursos não misturam crianças e adolescentes ou mesmo adolescentes e adultos na mesma sala, já que os ritmos de aprendizagem e as necessidades de cada faixa etária são diferentes. Peça ainda para assistir a uma aula gratuitamente.
Vale a pena fazer um curso no exterior?
Sim! Esta foi a resposta de todos os nossos entrevistados. No entanto, é importante ter em mente que não são duas ou três semanas de curso fora do país que o tornarão fluentes no idioma. Além disso, alunos com nível pelo menos intermediário tendem a aproveitar melhor do que os de nível básico. “Sempre vale a pena, pois um curso no exterior é uma experiência internacional cujo benefício vai muito além do simples aprendizado de um idioma. Alunos iniciantes devem se programar para uma estada de no mínimo três meses, já os alunos com nível intermediário podem se beneficiar dos cursos de um mês”, recomenda Tereza Fulfaro, diretora educacional da CI.
Conhecer outras culturas, novas pessoas, praticar o idioma com nativos e até poder combinar os cursos de idiomas com outras atividades que você goste, como cursos de culinária, artes, negócios, esportes são as principais vantagens do intercâmbio.
No entanto, muitos alunos fazem um curso fora e, ao retornar, não apresentam grande evolução linguística. Por quê? Além da questão da carga horária já mencionada, o aprendizado depende muito da atitude do aluno. Se após as aulas você ficar o tempo todo falando português ou “portunhol” com outros brasileiros e latinos, certamente o resultado não será o mesmo daquele aluno que só conversa no idioma que está estudando. “É importante ainda salientar que o que se aprende fora seria mais ou menos equivalente ao que se aprenderia aqui em termos de estrutura gramatical. O ganho é no vocabulário e compreensão auditiva, pois você tem muito mais exposição à língua lá fora”, completa Debora. Desde, é claro, que você não fique assistindo à TV Globo via satélite nem conversando só com brasileiros.
O portal Universia (www.universia.com.br/mobilidade/materia.jsp?materia=18751) tem uma matéria sobre a importância da atitude no aluno para aproveitar melhor um intercâmbio. Segundo conteúdo do Portal, o intercambista deve ser receptivo às novas informações e aceitar as mudanças que vai viver durante a estada internacional, respeitando as diferenças e fazendo um bom uso delas. Ou seja, se for para viajar e ficar falando mal do novo país, procurando restaurantes brasileiros, evitando falar com desconhecidos na rua por ter vergonha de usar o idioma ou ficar “matando a saudade de casa” o tempo todo no Orkut e Facebook, nem vá.
Opções não faltam
Além dos cursos de idiomas no exterior, há também opções de estágios, trabalho remunerado ou voluntário, cursos de graduação, pós-graduação, MBA, mestrado ou doutorado, muitos na chamada versão “sanduíche”, isto é, você faz parte do curso aqui no Brasil e parte no exterior. Cada curso superior ou programa de trabalho tem seus próprios pré-requisitos, que também variam de um país para outro. “Os estágios ou trabalhos no exterior podem ou não exigir que o participante esteja fazendo um curso. Nos EUA, por exemplo, é possível só estagiar por períodos que vão de 2 meses a 1 ano. Há ainda o trabalho de férias que vai de novembro a março dependendo da vaga”, diz Tereza.
Daniela Boer, gerente dos cursos de longa duração da EF, acrescenta que o estudante deve sempre adequar o destino escolhido ao seu perfil: “É importante fazer uma entrevista com o coordenador educacional da agência que terá todo o ‘know how’ para identificar as características do candidato e indicar o destino mais adequado, ajudá-lo a escolher o curso, onde morar e dar todas as informações necessárias sobre vistos e se o país permite trabalhar durante o curso, se for do interesse do aluno”.
É recomendável procurar uma agência de intercâmbio com cerca de seis meses de antecedência para cursos superiores ou para candidatar-se às vagas de trabalho. Para as garotas que querem trabalhar como au-pair, cuidando de crianças no exterior, é importante lembrar ainda que a maioria dos programas tem uma idade limite.
A Cultural Care oferece um programa de au-pair com um ano de trabalho por US$ 890, sendo que US$ 300 são reembolsáveis ao final do programa. As tarifas incluem passagens aéreas de ida e volta, traslados, seguro-saúde, quatro dias de treinamento na Escola Cultural Care de Nova York com hospedagem e alimentação e uma bolsa de estudos no valor de US$ 500, além de estadia e alimentação na casa de uma família norte-americana por um ano. Os participantes recebem ainda um salário semanal de US$ 195,75. Podem participar jovens de 18 a 26 anos, com ensino médio completo, carteira de habilitação, nível intermediário de inglês e no mínimo 200 horas de experiência com crianças.
Quem procura um programa diferente para conhecer novas experiências e ao mesmo tempo aprimorar o idioma, pode optar pelo programa de trabalho voluntário de Hotelaria na África do Sul, da IE Intercâmbio, ainda mais neste ano de Copa do Mundo. Os voluntários recebem acomodação, refeição e uma ajuda de custo mensal, além de tempo livre para viajar e explorar a região onde ficar. Não há necessidade de experiência prévia, mas é preciso: comprometer-se a três meses de trabalho, ter inglês intermediário, conseguir comunicar-se com os hóspedes, comprometer-se a trabalhar em escalas, inclusive finais de semana (em torno de 40h/semana), ter entre 18 e 35 anos e ser flexível e maduro. O valor do programa é de US$ 1.230, sem passagens aéreas, taxa de matrícula e seguro-saúde.
Confira mais opções de cursos no Brasil e no exterior e oportunidades de trabalho no site da Revista Young. Selecione o menu Edições Anteriores, Edição 5 e leia a matéria completa Do you speak English?
sexta-feira, 19 de março de 2010
Fui entrevistada pela revista Sou Mais Eu
A revista Sou Mais Eu, da Editora Abril, publicou uma matéria sobre a importância de falar e escrever bem o português, e fui consultada para dar algumas dicas. Confira!
PS: Estava me matando para saber como anexar pdf aqui, pois se anexasse como imagem o texto ficaria muito pequeno para vocês lerem, até que, pesquisando na net, descobri esse site http://www.scribd.com/, em que é possível fazer upload de textos do Word e outros tipos de arquivo. Muitos devem conhecer, mas eu não sabia como funcionava. Salve o Google! Ele é a solução para metade dos nossos problemas rs...
PS: Estava me matando para saber como anexar pdf aqui, pois se anexasse como imagem o texto ficaria muito pequeno para vocês lerem, até que, pesquisando na net, descobri esse site http://www.scribd.com/, em que é possível fazer upload de textos do Word e outros tipos de arquivo. Muitos devem conhecer, mas eu não sabia como funcionava. Salve o Google! Ele é a solução para metade dos nossos problemas rs...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Você tem twitter? E usa?
Achei essa matéria interessante, pois há tantas dessas redes sociais atualmente que muitas vezes nos inscrevemos em várias e raramente atualizamos ou mesmo acessamos todas!
http://veja.abril.com.br/blog/vida-em-rede
Uma pesquisa sobre o número de usuários do Twitter no mundo divulgada pela empresa de métricas RJMetrics e em destaque ontem na versão online do jornal El País chama atenção por uma peculiaridade. Segundo o estudo, nem todos os usuários da rede de mensagens de até 140 caracteres possuem perfis ativos (em uso).
A rede social conta com 75 milhões de cadastros feitos desde 2006, ano de fundação da ferramenta. Destes, 30 milhões não postaram uma mensagem sequer. Para Roger Moore, diretor-executivo da empresa responsável pela pesquisa, o número é preocupante.
Quando você olha para inscrições de novas contas (6,2 milhões por mês), ninguém pode negar que o Twitter ainda está crescendo como um foguete (o que é bom). Mas, é importante conhecer quantos destes que estão cadastrados usam mesmo o serviço.
Qualquer comparação com outras ferramentas similares é inevitável. Apesar dos distintos princípios, o número divulgado sobre o Twitter é inferior ao do Facebook, que conta com 350 milhões de pessoas.
A rede social, de Mark Zuckeberg, por sinal, é uma exceção: começa a seguir uma risca jamais vista na web - alcançar 50 milhões de novos usuários na ferramenta a cada dois meses. No caso específico do Twitter, que tornou-se febre na web em tão pouco tempo, fica claro perceber a diferença entre usar e estar em rede.
http://veja.abril.com.br/blog/vida-em-rede
Uma pesquisa sobre o número de usuários do Twitter no mundo divulgada pela empresa de métricas RJMetrics e em destaque ontem na versão online do jornal El País chama atenção por uma peculiaridade. Segundo o estudo, nem todos os usuários da rede de mensagens de até 140 caracteres possuem perfis ativos (em uso).
A rede social conta com 75 milhões de cadastros feitos desde 2006, ano de fundação da ferramenta. Destes, 30 milhões não postaram uma mensagem sequer. Para Roger Moore, diretor-executivo da empresa responsável pela pesquisa, o número é preocupante.
Quando você olha para inscrições de novas contas (6,2 milhões por mês), ninguém pode negar que o Twitter ainda está crescendo como um foguete (o que é bom). Mas, é importante conhecer quantos destes que estão cadastrados usam mesmo o serviço.
Qualquer comparação com outras ferramentas similares é inevitável. Apesar dos distintos princípios, o número divulgado sobre o Twitter é inferior ao do Facebook, que conta com 350 milhões de pessoas.
A rede social, de Mark Zuckeberg, por sinal, é uma exceção: começa a seguir uma risca jamais vista na web - alcançar 50 milhões de novos usuários na ferramenta a cada dois meses. No caso específico do Twitter, que tornou-se febre na web em tão pouco tempo, fica claro perceber a diferença entre usar e estar em rede.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Meu lado jornalista - 100ª edição Revista do Jornaleiro

Após comemorar os 6 meses do blog e os 200 posts, agora é a vez de celebrar a 100ª edição da Revista do Jornaleiro Dinap. A publicação foi lançada em agosto de 1998 e é o principal veículo de comunicação da Dinap (Distribuidora do Grupo Abril) para os proprietários de bancas e revistarias de todo o país, levando ao leitor informações sobre marketing, vendas e negócios, além de novidades do mercado editorial.
Participo da Revista do Jornaleiro Dinap desde junho de 2002, quando comecei a fazer estágio em jornalismo na Eco Editorial e, mesmo com algumas pausas no meio do caminho para ser teacher full-time, a maioria das edições tem alguma matéria minha.
Quer conhecer um pouco mais sobre a revista? Peça emprestada para algum jornaleiro. E aproveite este mês para cumprimentá-lo, pois dia 30 de setembro é o Dia do Jornaleiro.
Quer conhecer um pouco mais sobre a revista? Peça emprestada para algum jornaleiro. E aproveite este mês para cumprimentá-lo, pois dia 30 de setembro é o Dia do Jornaleiro.
sábado, 30 de maio de 2009
Revista online gratuita - Itaú Cultural
A Revista Continuum de maio, publicação bimestral do Itaú Cultural, tem como tema "Língua",
abordando os vários aspectos que envolvem a língua, suas origens e seu papel social. Faça o download gratuito da revista para conferir as reportagens, entrevistas, artigos e um ensaio fotográfico.
abordando os vários aspectos que envolvem a língua, suas origens e seu papel social. Faça o download gratuito da revista para conferir as reportagens, entrevistas, artigos e um ensaio fotográfico.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Revista online gratuita sobre a Bélgica
Você já leu a entrevista da brasileira Alda Inácio, que vive há 11 anos na Bélgica? Ainda não? O que você está esperando para conhecer um pouco mais sobre este pequeno país europeu? Aproveite para conferir também a revista online http://www.abclassificadosbelgica.com/, criada por outra brasileira em Bruxelas, Angela Piqui.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Site - Superinteressante disponível na web grátis
Mais uma indicação recebida de site que vale a pena: a revista Superinteressante disponibilizou gratuitamente todo o conteúdo dos seus 20 anos de história no site http://super.abril.com.br/superarquivo/index_superarquivo.shtml. Estão lá desde as primeiras edições da revista, em 1987, até as de 2007.
Vale a pena conferir!
Vale a pena conferir!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Revista online gratuita
Acaba de ser lançada a "Revista de Direitos Humanos", disponível em pdf no site da SEDH - Secretaria Especial de Direitos Humanos. A idéia da publicação é promover um debate nacional sobre as questões de Direitos Humanos no país, e a primeira edição traz como destaques fotos de Sebastião Salgado e uma entrevista com Augusto Boal, idealizador do Teatro do Oprimido.
Vale a pena conferir!
Vale a pena conferir!
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