terça-feira, 16 de julho de 2013

Férias? Hora de estudar!

Fonte: http://blogdadisal.blogspot.com.br/2013/07/ferias-hora-de-estudar.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+Disal+(Disal+Blog)

Por Vanessa Prata

Fim do primeiro semestre, e quase todo mundo contando os dias para entrar de férias, não é mesmo? Porém, além do descanso, os dias livres podem e devem ser usados também para o estudo de idiomas, afinal, sempre que voltamos às aulas temos aquela sensação de que esquecemos tudo nas férias. Como o recesso de julho não é tão longo como o do final do ano, a situação não é tão “grave”, mas mesmo assim não custa nada dar um up no inglês para não chegar em agosto sem lembrar como se responde nem How was your vacation?

Mas estudar nas férias? Calma, não é necessário pegar os livros e ficar fazendo exercícios gramaticais (embora também não se deva jogar o material numa gaveta e se esquecer dele ali até a volta às aulas). Como já comentado em outros textos aqui, há várias maneiras de se estudar, muitas delas prazerosas. Teste algumas:

- Assista a filmes e seriados sem legenda ou com legenda em inglês. Não precisa ser o filme inteiro, selecione algumas cenas. Ou assista primeiro normalmente, com a legenda em português, e depois só em inglês (ou vice-versa), assim você pode entender toda a história e ainda aprender mais sobre vocabulário e pronúncia.

- Leia por prazer. Quem diz que não gosta de ler é porque sempre associa a leitura à obrigação de fazer uma “prova do livro” ou ler só porque “o professor mandou” (e só lê o que foi indicado, ou obrigado, pela escola). Escolha um livro, uma revista, um gibi em inglês para ler por prazer, sem prazo para terminar (mas se demorar um mês para terminar um livro curto certamente é porque não foi uma escolha interessante), sem a preocupação de contar o que entendeu para o professor e até mesmo sem ficar checando cada palavra nova no dicionário. Leia para entender o sentido geral e, se necessário, cheque algumas palavras.

- Ouça música com atenção. Tente entender o que está sendo cantado, acompanhe a canção com a letra para prestar atenção na entonação, pronúncia e novos vocábulos. Cante junto, tentando entrar no mesmo ritmo.

- Acesse salas de bate-papo em inglês. Essa é uma forma de “perder o medo” de escrever, pois ninguém vai ficar corrigindo se você escrever algo errado e, de uma maneira ou de outra, todos se entendem na internet. Pode ser uma forma também de aprender novas expressões e gírias atuais.

- Marque um dia para só falar inglês com seus amigos que também estudam o idioma. Comentem sobre o que estão fazendo nas férias, discutam o último filme que assistiram, falem dos planos para o futuro. Ninguém precisa ficar corrigindo os outros, mas vale dar umas dicas se alguém estiver num nível mais avançado que os demais.

E essas dicas não valem só para alunos. Professores também devem estar constantemente se preocupando em melhorar o domínio da língua. Aproveite as férias ainda para pensar em novas atividades para os alunos, talvez baseadas no último filme que você viu, no artigo recente que leu, naquele vídeo da internet que alguém indicou. Se possível, participe ainda de alguns workshops de reciclagem ou faça algum curso de curta duração, além de visitar livrarias, principalmente a seção de idiomas. Muito trabalho para as férias? Então avalie se você está na profissão certa...

domingo, 30 de junho de 2013

Usando as manifestações do Brasil em sala de aula

Nas últimas semanas, o principal assunto no Brasil são as manifestações ao redor do país, que começaram devido ao aumento das tarifas de ônibus e metrô, mas logo englobaram outros temas, como corrupção, investimentos excessivos nos estádios para a Copa do Mundo, falta de infraestrutura nos serviços públicos, entre outros. Certamente o tema deve ser discutido em sala de aula e há uma variedade de material autêntico que pode ser utilizado, como textos de diversos jornais internacionais e vídeos.
Entre as sugestões para se trabalhar o tema, podem ser propostas:
- atividades de vocabulário, com palavras referentes às manifestações, à política, entre outras;
- atividades de compreensão auditiva dos vídeos;
- discussões e debates sobre o tema;
- atividades de writing, com textos opinativos ou descritivos
- role plays de reuniões entre a presidenta e os ministros ou entre os prefeitos e governadores
- role plays de entrevistas com os líderes do movimento, com os políticos ou com os manifestantes

A seguir, uma série de links com textos ou vídeos que podem ser usados em sala:
http://edition.cnn.com/2013/06/28/world/americas/brazil-protests-favelas/index.html?iref=allsearch
http://globalpublicsquare.blogs.cnn.com/2013/06/21/whats-going-on-in-brazil/?iref=allsearch
http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-23121532
http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-23108688
http://www.bbc.co.uk/news/world-latin-america-23093392
http://www.nytimes.com/2013/06/14/world/americas/bus-fare-protests-hit-brazils-two-biggest-cities.html?_r=0
http://www.businessweek.com/articles/2013-06-20/bloomberg-view-the-anxiety-of-brazils-middle-class
http://world.time.com/2013/06/25/brazil-protests-back-despite-proposed-reforms/
http://www.guardian.co.uk/world/2013/jun/28/brazilian-protesters-clash-police-conferedations-cup-stadium?INTCMP=SRCH
http://www.aljazeera.com/video/americas/2013/06/201363084814198712.html

Novo layout

Após 4,5 anos, mudei o layout do blog teachervanessaprata.blogspot.com, que ficou mais clean e mais fácil ainda de ler. Removi a foto inicial e no local inseri um banner, além de mudar o fundo, privilegiando o branco, e a disposição geral dos itens da página. Esperto que gostem!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Propostas de "cura"

Já que pode ter proposta para "cura gay", também quero fazer algumas propostas para "curar" outros problemas da sociedade. Vai que uma delas é aprovada, né?

"Doença": fanatismo religioso agudo
Sintomas: o paciente acredita que apenas sua religião está correta e que todos que não a seguem irão arder no inferno.
Tratamento indicado: fase I - o paciente deverá apenas passar na frente de igrejas, templos, mesquitas, centros espíritas, terreiros de candomblé e outros locais sagrados para as demais religiões que não a sua. Fase II - o paciente deverá colocar um pé dentro desses lugares, em silêncio, e permanecer ali por pelo menos 1 minuto. Se conseguir passar dessa fase do tratamento, poderá seguir para a fase III, em que colocará os dois pés dentro e ali permanecerá por 5 minutos. Se sentir algum efeito colateral, deverá voltar à fase I. Fase IV - o paciente deverá assistir a missas, cultos, sessões ou seja qual for o termo mais adequado das celebrações das demais religiões que não a sua. Deverá, paralelamente, ler os principais livros e publicações a respeito de diversas religiões do mundo. Se não conseguir, deverá voltar à Fase III.  
"Cura": espera-se que ao conhecer mais a fundo as demais religiões, o paciente tenha capacidade de respeitas as crenças dos outros.

"Doença": fanatismo agudo por um time de futebol
Sintomas: o paciente só fala de futebol, acredita que seu time é o melhor do mundo e que os torcedores de outros times devem ser agredidos.
Tratamento indicado: fase I - abstinência para desintoxicação - o paciente deve abster-se de assistir a jogos de futebol, na televisão ou no estádio, e não deve usar camisas, bonés ou qualquer outro acessório que remeta ao seu time. Paralelamente, a cada fim de semana, durante pelo menos seis meses, o paciente deve praticar um esporte diferente ou assistir a outros jogos e competições que não sejam de futebol. Fase II - acompanhado de alguém responsável que não sofra da mesma condição, o paciente poderá assistir aos primeiros jogos do seu time em casa, sem usar camisa do time. Está proibido ainda de postar provocações no Facebook para outros torcedores. Fase III - ainda com acompanhamento, o paciente poderá retornar aos estádios, sem usar acessórios do time e sem sentar-se junto à torcida organizada. Fase IV - é necessário o acompanhamento de ao menos duas pessoas, pois pode haver uma séria recaída. Nessa fase, o paciente deverá vestir uma camisa do time adversário por pelo menos 5 minutos. Se falhar, deve voltar à Fase I.
"Cura": espera-se que ao final do tratamento, o paciente tenha capacidade de respeitar as escolhas dos outros torcedores.

"Doença": falta de leitura crônica
Sintomas: o paciente não consegue ler um livro, jornal ou revista inteiros, no máximo lê a página de esportes ou o resumo da novela.
Tratamento indicado: fase I - a cada semana, o paciente deverá ler uma frase, um parágrafo ou uma estrofe de um livro ou de um poema famoso, associando-o ao seu autor. Caso o paciente tenha dificuldade em ler o trecho inteiro em uma semana, pode-se administrar doses homeopáticas, dividindo a frase ou parágrafo em unidades menores, a seguir: semana 1 - "no meio do caminho tinha uma pedra", semana 2 - "tinha uma pedra no meio do caminho", semana 3 - Carlos Drummond de Andrade. Fase II - o paciente deverá frequentar semanalmente uma livraria, biblioteca ou banca de revista e folhear ao menos cinco publicações. Fase III - o paciente deverá escolher um livro e ler o título, a 4a capa e a introdução. Fase IV - o paciente deverá ler um capítulo inteiro do livro escolhido. Se achar muito difícil, aplique novamente as doses homeopáticas, lendo um parágrafo por dia. Fase V em diante - o paciente deve prosseguir o tratamento até o término do livro.
"Cura": espera-se que ao final do tratamento o paciente seja capaz de ler um livro inteiro, mesmo que seja Paulo Coelho, Cinquenta Tons de Cinza, Sabrina...

"Doença": fanatismo agudo por funk
Sintomas: o paciente acredita que música é igual a "eguinha pocotó" e similares e que é necessário ouvir isso no último volume.
Tratamento indicado: fase I - certificar-se de que o paciente não tem problemas auditivos e, por isso, precisa ouvir funk no último volume. Se for o caso, indicar aparelho auditivo. Se não for o caso, prosseguir para a fase II, de tratamento de choque: o paciente deverá jogar fora seus CDs, DVDs e arquivos de MP3 de funk. Fase III - sessões diárias de pelo menos 1 hora de MPB, jazz, blues, pop rock e música clássica. Fase IV - o paciente deverá assistir a um show que não seja de funk.
"Cura": espera-se que ao final do tratamento o paciente possa fazer melhores escolhas musicais.  

"Doença": radicalismo hétero
Sintomas: o paciente acredita que gays são pessoas doentes e que devem ser curadas.
Tratamento indicado: fase I - o paciente deve ver fotos, cenas de filmes ou ler trechos de livros com leve insinuação de relação homossexual. Fase II - o paciente deve ver um filme inteiro com temática gay sem sair da sala e ler um artigo ou livro inteiro também sobre o assunto, sem achar um absurdo. Se não conseguir, deve voltar à fase I. Fase III - acompanhado de alguém de sua confiança, o paciente deve ir a lugares considerados "gay friendly", ou como costuma dizer um conhecido guia semanal um lugar "hétero de alma gay", e ali permanecer por pelo menos 10 minutos. Se houver efeito colateral, volte à Fase II. Fase IV - ainda acompanhado de alguém de sua confiança, o paciente deve ir a um lugar majoritariamente gay e ali permanecer por pelo menos 30 minutos. Enquanto sentir-se extremamente desconfortável, deve voltar à Fase III.
"Cura": espera-se que ao final do tratamento o paciente entenda que homossexualidade não é doença e que gays não precisam ser curados.

"Doença": fanatismo crônico por Big Brother
Sintomas: o paciente sabe citar, em ordem e sem pensar duas vezes, todos os vencedores de todas as edições do Big Brother. Além disso, no início de cada ano, 90% dos seus posts no Facebook referem-se ao programa.
Tratamento indicado: fase I - desintoxicação intensiva - nos três (ou quatro?) primeiros meses do ano, o paciente deve abster-se de assistir à Globo e demais canais a cabo que passam Big Brother, especialmente os que passam o programa 24 horas. É recomendável reduzir o acesso à internet ao mínimo necessário também. Fase II - em doses homeopáticas, outros programas devem ser inseridos, tomando-se o cuidado de não fazer uma substituição por programas de auditório. Fase III - o paciente deve ler "1984", de George Orwell. Fase IV - durante a próxima temporada do BBB, o paciente deve ler qualquer coisa na hora do programa em vez de assistir televisão.
"Cura": espera-se que ao final do tratamento o paciente consiga discutir outros assuntos que não o que está acontecendo na casa mais vigiada do Brasil.

Obs. 1 - A duração de cada fase dos tratamentos poderá variar de paciente para paciente.
Obs. 2 - Espero que essas propostas sejam levadas tão a sério quanto muitos outros projetos de lei estapafúrdios que são debatidos no Congresso.
Obs. 3 - Não tive a intenção de ofender nenhuma religião, time de futebol, opção sexual, preferências musicais, livros ou programas de TV preferidos ou qualquer outra coisa que alguém possa se ofender. Mas se ofendeu, talvez seja bom ler os sintomas de novo...